Na China, fome e poluição são o preço do desenvolvimento

460 mil chineses morrem a cada ano em decorrência da poluição do ar e água

Agencia Estado

06 Julho 2007 | 16h18

A fome e a poluição são objetos de crescentes protestos na China, a nação top em desenvolvimento, disse Zhou Shengxian, chefe da Administração da Proteção e Desenvolvimento do Estado (SEPA). Ele criticou governos locais que afirmam proteger a indústria, jogando os dejetos nos rios. Zhou Shengxian se declarou descontente com a poluição "que resulta em crescente número de ´acidentes de massa´" - um eufemismo oficial para violência, protestos e petições coletivas - afirmou a agência Xinhua na quarta-feira, 4. Foram 1.814 petições nos primeiros cinco meses deste ano, o que representou um aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado, informou a Xinhua. Por volta de 460 mil chineses morrem prematuramente a cada ano em decorrência de problemas de saúde causados pela poluição do ar e água suja, de acordo com estudo do Banco Mundial. Em recentes inspeções nos maiores rios da China, Amarelo e Yangtze, e em lagos, cerca da metade das 75 plantas de tratamento da água poluída estavam funcionando abaixo do esperado ou não trabalham totalmente, e 44% dos negócios verificados violavam leis de desenvolvimento, disse Zhou. O governo busca reduzir a emissão de poluentes nas fábricas, minas e plantas industriais, em franco crescimento. A China prometeu cortar as emissões de poluentes em 10% entre 2006 e 2010, mas no último ano falhou com a meta estipulada.

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