'Não foi fatalidade', diz tia de menino que morreu em piscina

Gabriel Antônio Matias, de 10 anos, foi enterrado em Franca nesta sexta; ele ficou com o braço presa em ralo

Brás Henrique, O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2008 | 18h34

A família do menino Gabriel Antônio Posteraro Matias, de 10 anos, que morreu afogado no final da tarde de quinta-feira, no Internacional Esporte Clube, em Franca, no interior de São Paulo, está indignada com o incidente. "Não foi uma fatalidade, foi uma série de erros", afirmou a tia e madrinha do menino, Dinamaris Posteraro Mantovani. Segundo ela, os pais de Gabriel, Antonio e Damaris, estão transtornados e sob efeito de medicamentos. "Isso não poderá ficar impune", disse Dinamaris. Após a confraternização de final de ano, no último dia de aula, com dezenas de garotos, muitos pularam na piscina e, entre eles, Gabriel. Segundo o Corpo de Bombeiros, os outros garotos perceberam que Gabriel estava com o braço preso no ralo no fundo da piscina (que estava destampado) quando a bomba de sucção de água estava ligada.   Professores e alunos tentaram resgatá-lo, mas apenas os bombeiros conseguiram retirar a criança da água. Mesmo com todos os procedimentos de salvamento, os bombeiros não conseguiram reanimá-lo e o menino sofreu parada cardiorrespiratória e morreu no local. O caso está sendo investigado no 2.º Distrito Policial (DP) da Polícia Civil. O corpo de Gabriel foi sepultado no início da tarde desta sexta-feira, 5, e os parentes ainda não acreditam no que ocorreu. A prefeitura tem convênio com o clube para usar a piscina para as aulas de natação. A piscina, segundo Dinamaris, é grande para a faixa etária dos alunos, além de ter profundidade de 1,5 metro. "Nunca teve salva-vidas lá e era preciso ter um", comentou a tia, destacando que as aulas eram nessa mesma piscina. Devido ao incidente, o clube ficou fechado hoje e ninguém se manifestou. Uma perícia foi feita hoje no local, mas o laudo deve ser divulgado em até 30 dias. A assessoria de imprensa da prefeitura informou que a Secretaria de Educação, que tem o convênio com o clube, vai aguardar o laudo pericial para se pronunciar.

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