Não sobrou nem para a xepa

Não havia o que chegasse! 3 mil pessoas por dia passaram pelo Mercado Paladar para devorar o porco de Jefferson Rueda, beber caipirinha do Pirajá, comer hambúrgueres do Meats, escondidinho do Mocotó, cuscuz do Dona Onça...

O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2014 | 02h08

O padre, o prefeito e o porco protagonizaram a abertura d'O Mercado Paladar. O porco estava assado, inteiro, esperando a chegada da comitiva rio-pardense comandada pelos chefs Jefferson e Janaina Rueda. Ele, que até então se chamava à paraguaia, foi rebatizado ali mesmo: virou porco à sanzé e, de nome novo, deu início à feira de rua que teve curadoria do Paladar e foi organizada por O Mercado.

Os alunos que acompanharam a aula Nossa Cozinha, em que o casal de chefs mostrou como é a mesa da família Rueda, seguiram a comitiva e ocuparam o pátio em que as barracas estavam montadas. Todo mundo comeu um naco do porco, tomou um gole de cachaça e ficou ali batendo papo enquanto as outras barracas terminavam de ser montadas. A conversa, aliás, foi o ingrediente mais constante naquele espaço, onde era rotineiro encontrar chefs trocando ideias entre si ou respondendo a perguntas dos participantes do evento.

Cheio. Em poucas horas o espaço estava lotado - passaram por ali mais de 3 mil pessoas por dia. E elas comeram o arrumadinho do Mocotó, a coxinha do Dalva e Dito, os PFs de Carla Pernambuco e Carolina Brandão, do Clementina, e os hambúrgueres do Meats. Para aplacar a sede, cervejas da Júpiter e da Urbana e caipirinhas do Pirajá. E, no final, um cafezinho da True Coffee, que serviu, além do cold brew, extração a frio engarrafada (que foi confundido por muitos com cerveja), café coado na hora e disputados brownies.

As coisas foram acabando rapidamente - os hambúrgueres do Meats, que eram 400, esgotaram-se em poucas horas, levando o food truck a fechar mais cedo; os bolos de brigadeiro do Clementina também acabaram no primeiro dia; eram 12 que formavam o estoque para os dois dias do evento. Resultado, a equipe do Clementina teve que se virar madrugada adentro para garantir os produtos do segundo dia, mas ainda teve fôlego para trazer duas novidades: o monkey brownie (chocolate, banana e canela) e o arroz doce com chocolate branco e limão-siciliano.

O Meats também teve de improvisar: no domingo, o food truck serviu hot-dog com molho de tomate, cachaça de jambu e tucupi.

Sacola. Era comum ver gente passando com sacolinhas de papel pardo. Dentro de cada uma, queijos garimpados Brasil afora pelas lojas A Queijaria e Mestre Queijeiro. Outra sacolinha frequente era a da Il Casalingo - que só existe online e ganhou versão física durante O Mercado Paladar -, loja de aventais, toalhas, panos de pratos e bolsas de piquenique, tudo feito com tecido 100% natural pelas sócias Joanna Naracci e Larissa Saraval.

Três vezes ao dia, o palco da Rádio Eldorado recebia músicos para a programação de apresentações ao vivo: chorinho, bossa-nova e samba-rock serviam de trilha sonora para a comilança durante a tarde - que, no domingo, foi de sol.

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