Navio alemão impede ataque de piratas somalis

O aumento de ataques piratas levou a Otan e países como a China a patrulhar a região

REUTERS

25 Dezembro 2008 | 16h34

Uma ação de um navio de combate alemão interrompeu um ataque por piratas somalis a uma embarcação de carga egípcia no Golfo de Áden, nesta quinta-feira, segundo autoridades marítimas internacionais. Os piratas tentavam seqüestrar o navio. Segundo as autoridades, esse resgate é um sinal de que os navios estrangeiros que patrulham a rota marítima que liga Europa e Ásia estão adotando táticas mais efetivas contra o aumento da pirataria próximo à costa da Somália. "Apesar da maior presença naval, os ataques ainda são crescentes", afirmou Noel Choong, representante do Birô Marítimo Internacional, à Reuters. "Os navios de combate não podem estar em todos os lados, mas a ação rápida de hoje é encorajadora." O aumento de ataques piratas levou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a patrulhar a região, com a ajuda de países como China e Índia. O navio egípcio, com 31 pessoas a bordo, rumava para a Ásia, quando foi cercado pelos piratas somalis. Eles disparavam armas automáticas e feriram uma pessoa da tripulação egípcia, segundo Choong. "Com o seu helicóptero, os alemães afungentaram os piratas", declarou. O tripulante ferido foi transportado até o atendimento médico. Até agora, em 2008, 110 navios foram atacados por piratas, e 42, sequestrados, de acordo com Choong. Ao todo, 14 navios ainda estão no poder dos piratas, e 240 pessoas continuam como reféns. Por ano, cerca de 20 mil embarcações cruzam o Golfo de Áden, no caminho de ida ou volta do Canal de Suez. Os ataques fazem transportadoras optarem por rotas mais longas, o que aumenta o preço de produtos. Conflitos e, mais recentemente, a renúncia do primeiro-ministro fazem da Somália um país instável. (Reportagem de Niluksi Koswanage; Edição de Tim Pearce)

Mais conteúdo sobre:
PIRATA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.