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Nevoeiro fecha aeroportos do Rio e atrapalha viagem de torcedores

JEB BLOUNT E BRAD HAYNES - REUTERS

17 Junho 2014 | 13h 51

Um nevoeiro que cobriu parte da Baía de Guanabara nesta terça-feira de manhã atrapalhou a vida de centenas de pessoas que tinham viagem marcada para assistir a jogos da Copa do Mundo, incluindo a partida Brasil x México em Fortaleza, provocando a primeira grande dor de cabeça nos aeroportos do país durante a competição.

O mau tempo para decolagem fechou o aeroporto Santos Dumont no centro do Rio por algumas horas no início da manhã, cancelando mais de um terço dos voos que partiriam do local. O aeroporto internacional Tom Jobim também ficou fechado por conta do nevoeiro.

"Sou brasileiro e não desisto. Estou confiante que vou chegar (a Fortaleza) e que vou ver o Brasil ganhar. Vale a pena o sacrifício. Volto de madrugada para trabalhar normalmente amanhã", disse o torcedor João Pedro Abreu na área de espera do Santos Dumont.

O aeroporto foi reaberto quando o nevoeiro diminuiu, mas a escala apertada significa que 27 de 63 decolagens foram canceladas até 11h. O tempo adverso em Curitiba também provocou cancelamento de 50 por cento dos voos, de acordo com a Infraero.

O fechamento de aeroportos teve reflexo na rede doméstica, reforçando a dependência de uma situação tranquila nos aeroportos para o desenrolar da Copa do Mundo, uma vez que a imensa maioria dos deslocamentos entre as 12 cidades-sede é feita por via aérea.

"Você não pode culpar os organizadores pelo nevoeiro, mas isso realmente é uma decepção", disse o expatriado norte-americano Michael Hayden. O voo do irmão dele de Chicago para o Rio foi desviado, atrapalhando os planos de assistirem a um jogo juntos à tarde.

Companhias aéreas afirmaram que uma queda nas viagens de negócios durante a Copa do Mundo pode prejudicar suas receitas, enquanto a exposição da viagem de torcedores estrangeiros pode colocar o foco sobre uma indústria que sofre com atrasos regularmente.

Passageiros que lotaram o saguão do Santos Dumont devido aos cancelamentos reclamaram bastante. Sofiane Bekhe, um argelino que ficou preso no Rio enquanto seu time se preparava para entrar em campo contra a Bélgica em Belo Horizonte, lamentou a ideia de perder um jogo para o qual pagou caro por um ingresso.

"Paguei 6.000 euros para vir ao Brasil e não posso ver o jogo", disse Bekhe, que mora em Paris. "Estou no Brasil há três dias e só quero ir para casa."

(Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier)

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