Nintendo pode superar projeções de lucros com o portátil DS

A fabricante japonesa de videogames Nintendo anunciou nesta semana que vê uma possibilidade de superar suas projeções de lucro para o ano fiscal que se encerra em março, bem como uma chance de superar as metas de venda que estipulou para o Nintendo DS, console portátil de videogames. Em entrevista à Reuters, Satoru Iwata, presidente da Nintendo, anunciou que não havia influência negativa das vendas do DS sobre o novo console da empresa, o Wii, ou vice-versa. Os analistas estavam preocupados com a possibilidade de que o DS e o Wii, que oferecem jogos fáceis, pudessem roubar consumidores um do outro, o que prejudicaria as vendas da Nintendo. O Wii, que concorre diretamente com o PlayStation, da Sony, e com o Xbox 360, da Microsoft, é operado por meio de um controlador sensível a movimentos que permite que os usuários joguem manipulando o aparelho como se fosse uma raquete de tênis ou uma espada. "Alguns analistas dizem que o maior rival do Wii é o DS. Mas se levarmos em conta as vendas do DS nos Estados Unidos durante o feriado de Ação de Graças ou as vendas de DS no Japão na semana do lançamento do Wii, o impacto foi pequeno", disse Iwata. O Wii foi colocado à venda em 19 de novembro na América e em 2 de dezembro no Japão. A Nintendo, que domina o setor de consoles portáteis mas fica bem atrás da Sony no mercado de consoles regulares, quer repetir o sucesso de vendas do seu DS com o Wii, acelerando ao máximo o desempenho de suas duas bases de crescimento. "Nós calculamos as projeções atuais de crescimento antes que o Wii chegasse ao mercado, quando não estávamos certos sobre a possível influência negativa mútua entre ele e o DS", disse Iwata. "Confiança seria um termo forte demais, mas existe uma possibilidade incipiente (de lucro mais elevado)", afirmou. A Nintendo antecipa alta de 60,5 por cento em seu lucro no ano fiscal que se encerra em março do ano que vem, para 145 bilhões de ienes (1,26 bilhão de dólares), com vendas de 740 bilhões de ienes, uma alta de 45 por cento.

Agencia Estado,

06 Dezembro 2006 | 17h27

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