felipe Rau/AE
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No frigir dos ovos

 Numa primeira olhada aos ovos crus enfileirados, o tom alaranjado da gema do número 5 parecia uma declaração de vitória antecipada. A prova nem tinha começado; entretanto o entusiasmo foi indisfarçável. Tinha cara de ovo bom. Mas nada como uma degustação às cegas para comprovar (de novo) que as aparências enganam, sim, mesmo à mesa. O número 5 foi o quinto colocado, ganhou apenas daquele de gema amarela bem clarinha, o número 6. Os motivos da derrota e da vitória você pode ler ao lado. 

Olívia Fraga, de O Estado de S. Paulo,

24 Maio 2012 | 16h04

A prova reuniu exemplares de tipo vermelho, entre marcas fáceis de encontrar no mercado e outras menos comuns, para cobrir os diferentes modos de criação. Comparamos os de granja convencional (Ito), granja não convencional, com animais livres de antibióticos (Korin), dois ovos caipiras (azul e vermelho, ambos de Promissão, SP), orgânico com galinha de linhagem ‘caipira’ (Label Rouge) e orgânico (Yamaguishi). 

E que ninguém diga que o chef caprichou mais ou menos em qualquer um deles. Como se pode ver ao lado, os ovos foram fritos exatamente da mesma maneira, servidos com a gema mole e a ponta da clara crocante. Sem sal. Duas amostras de cada tipo. Quase todos estavam bons...

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Paladar porco frango, ovo

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