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No Rio, 6 pessoas são cremadas por dia, em média

Roberta Pennafort - O Estadao de S.Paulo

31 Janeiro 2010 | 00h 00

Provedor da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, concessionária municipal de serviços funerários, que administra 13 dos 21 cemitérios da capital, Dahas Zarur afirma que não falta espaço para sepultamentos na cidade. Da mesma forma, de acordo com ele, não há demanda crescente por cremações no município, uma vez que, por questões culturais, as pessoas ainda dão preferência ao sepultamento - das cerca de 110 pessoas que morrem no Rio por dia, apenas seis são cremadas, calcula.

Quando foi criado, há 15 anos, o crematório do Cemitério do Caju tinha média de uma ocorrência por dia, segundo Zarur. O número aumentou, mas ainda é considerado baixo. "Em nenhum Estado cresce a demanda por crematórios hoje. Uma tradição demora muito para mudar. O nosso crematório passou anos dando prejuízo."

Acredita-se que a diferença na realidade das cidades do Rio e de São Paulo provavelmente se deva ao fato de a população carioca ser muito menor (6 milhões contra 11 milhões). No Rio, há somente um crematório, no cemitério do Caju.

A cremação, que custa em média R$ 800, é muito mais cara do que o sepultamento (o popular pode ser feito por R$ 135). Os preços são tabelados pela Coordenadoria de Controle de Cemitérios e Serviços Funerários da prefeitura, vinculada à Secretaria Municipal de Obras.

Segundo a coordenadoria, em 2000 foram realizadas 825 cremações (uma média de 2,3 por dia); em 2008, 2.760 (7,6 por dia). Até há a possibilidade de criação de um terceiro forno crematório na cidade (no Caju são dois), mas a iniciativa ainda está em fase de análise de projeto.

A Santa Casa é uma entidade sem fins lucrativos criada ainda no século 16 com o objetivo de atender a população carente, oferecendo serviço médico e funerário. "Se o cemitério estivesse lotado, significaria que há corpos insepultos e isso não acontece no Rio", explicou seu provedor.

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