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No Twitter, Dilma fala pela primeira vez sobre crise no Maranhão

'Tenho acompanhado com atenção a questão da segurança no Maranhão', disse a presidente, que afirmou que efetivo da Força Nacional será ampliado no Estado

10 de janeiro de 2014 | 10h 49
José Roberto Castro - Agência Estado

Dias depois da onda de violência no sistema penitenciário e nas ruas de São Luís, a presidente Dilma Rousseff se manifestou, na manhã desta sexta-feira, 10, no Twitter pela primeira vez sobre a situação no Maranhão. "Tenho acompanhado com atenção a questão da segurança no Maranhão", disse a presidente. Ela afirmou ainda que o Ministério da Justiça ofereceu vagas em presídios federais e apoia ações nos presídios maranhenses.

O prefil da presidente no Twitter - Reprodução
Reprodução
O prefil da presidente no Twitter

"Ontem (quinta), a governadora Roseana Sarney anunciou criação de comitê gestor integrado, coordenado pelo governo do Estado. O comitê, coordenado pelo governo do Estado, envolve os poderes e MP maranhenses, além do @JusticaGovBR (Ministério da Justiça) para ações nos presídios do MA", escreveu a presidente.

Dilma disse que o efetivo da Força Nacional de Segurança Pública, que desde dezembro atua no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, será aumentado. A presidente afirmou que as medidas que serão adotadas no Maranhão já foram utilizadas em Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Alagoas e Paraná.

A recente onda de violência no Estado começou dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde somente este ano duas pessoas morreram. A crise no sistema carcerário ganhou as ruas da capital na semana passada. Presidiários deram ordens para que bandidos queimassem quatro ônibus e atirassem em uma delegacia de polícia. A onda de terror promovida pelos membros de duas facções criminosas que lutam pelo controle do tráfico de drogas em São Luís fez com que empresas de ônibus paralisassem o serviço durante o fim de semana. Uma menina de 6 anos morreu após ter 95% do corpo queimado durante um ataque a ônibus.

Nesta sexta, a presidente não tem agenda oficial, apenas despachos internos.







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