Novos MacBooks mais baratos

Com redução de preço e aumento de potência, notebooks da Apple miram o usuário médio

Jocelyn Auricchio, O Estado de São Paulo,

09 Junho 2009 | 11h48

Durante o WWDC, o encontro anual de desenvolvedores da Apple, em San Francisco, também foi mostrada a nova linha de notebooks MacBook. A maior novidade é a adoção de baterias embutidas, no mesmo estilo do iPhone e do iPod. A Apple promete uma autonomia de 7 horas, com um ciclo de 1.000 recargas. Uma bateria comum pode ser recarregada de 200 a 300 vezes até perder a capacidade de reter elétrons. Segundo o fabricante, as 1.000 recargas são equivalentes a 5 anos de uso normal. Também foi anunciado o uso de novas placas de vídeo embutidas, utilizando chips da Nvidia. Os modelos de entrada utilizam a 9400N, e os mais caros, a excelente 9600M GT. A maior vantagem desses chips gráficos é a relação consumo-performance. Consumindo menos, é possível rodar aplicações 3D, acelerar aplicações gráficas e até decodificar filmes em alta definição com pouco impacto na CPU. Com redução de US$ 300, o MacBook Air custa agora US$ 1499. O novo MacBook Pro, com tela de 13 polegadas, US$ 1.199. A Apple também apontou seus canhões contra o Windows 7. Anunciou que a atualização para seu novo sistema operacional, denominado Snow Leopard, custará apenas US$ 29. O mais curioso: essa atualização será lançada um mês antes do Windows 7. Esse movimento de barateamento, principalmente do sistema operacional, é uma estratégia clara da Apple para aumentar a penetração dos seus produtos durante a crise financeira que ainda estremece o mercado americano. É claro que a Apple sabe que seus produtos são objetos de fetiche tecnológico, mas alavancar as vendas em tempos difíceis não fará mal nenhum à empresa de Steve Jobs.  

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