O café visto em profundidade

Boa visita à casa de amigos termina em café. Foi assim que se encerrou a aula de Bel Coelho. Depois de falar sobre os pratos criados a partir de suas andanças pelo Brasil, ela passou a bola para o produtor Felipe Croce, de Mococa. Além dos grãos, ele trouxe na mala até a água da nascente da Fazenda Ambiental Fortaleza, onde fica sua plantação. E garante aos presentes: "98% do café é água".

O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2014 | 02h08

As degustações apresentaram técnicas que trazem novas nuances ao sabor do cafezinho de cada dia. Mariano Martins (Martins Café) falou de fermentação. Doce, ácido, amargo e salgado são combinados em cafés produzidos a partir da maneira como a fruta foi fermentada. Um verdadeiro despertar do paladar - e do olfato também.

Leo Moço (Café do Moço), assim como Martins, estuda a fermentação, mas foi ao Paladar Cozinha do Brasil para falar de torras. A degustação promovida pelo barista teve como objetivo mostrar as diferenças causadas pelo modo de tratamento dos grãos. Ele passou o mesmo blend de grãos do sul de Minas e de Pernambuco por três graus de torra. Diferenças sutis, porém inevitáveis. "Sinto falta de uma cultura de as pessoas estarem abertas para experimentar", afirma Moço. "Meu papel é fazê-las prestar atenção no sabor e apresentar os detalhes."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.