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O copo de BrewDog mais fresco da cidade

Inauguração mais esperada do circuito cervejeiro paulistano, o BrewDog Bar, que abre na quarta que vem, 22, já está em testes. O Paladar foi conhecer o bar em primeira mão e falou - entre ronco de furadeiras e estalos de marteladas - com os sócios Gilberto Tarantino, da Tarantino Multibeer, e Paulo Bitelman, também sócio do Le Jazz.

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Heloisa Lupinacci ,
O Estado de S.Paulo

16 Janeiro 2014 | 02h12

Em primeiro lugar, a cerveja: são 22 torneiras de chope que terão rótulos da BrewDog e de convidadas. A maioria sempre será da cervejaria escocesa, mas já está engatada, por exemplo, a WayDog, session pale ale feita pela Way para a casa - uma cerveja refrescante, frisante, para tomar bastante, R$ 9, 237 ml - e está confirmada a Colorado Titãs em barril. Da BrewDog, além de rótulos como Punk IPA e 5A.M. Saint (ambos (R$ 18, 237 ml), tem a Tokyo (R$ 29, 19 ml), imperial stout envelhecida em barris de uísque, e a Abstrakt AB:14 (R$ 34, 190 ml), de trigo, envelhecida em carvalho.

Tudo, as garrafas e os barris, fica em temperatura controlada. Tarantino explica que a cadeia de importação é refrigerada - contêineres e armazéns. Mas que nos bares em geral há um gargalo. Os barris, especialmente, quase sempre ficam expostos ao tempo. Ali não. Eles ficam numa câmara fria atrás do bar, de onde são ligados às torneiras. O resultado: a cerveja está em sua melhor conservação, é a mais fresca que você poderá tomar aqui.

Em segundo lugar, a comida. São quatro hot dogs - como o paradox, com salsicha de vitela, chucrute, bacon, mostarda e redução de BrewDog Paradox (R$ 22, foto) -, dois paninis e alguns mix de queijos e embutidos escolhidos por Fernando Oliveira, d'A Queijaria. A simplicidade do menu está ligada ao estilo de funcionamento da casa. São 12 funcionários e nenhum tem posição fixa. Todos fazem todas as funções - e nenhum será garçom. Você chega, recebe uma comanda e faz o pedido no bar. As bebidas você pega ali mesmo - além das cervejas, tem alguns vinhos, alguns uísques, suco e água. A comida você pede e depois eles levam até você.

Em terceiro lugar, o ambiente. Foram 80 pontos visitados até chegar ao imóvel da rua dos Coropés. O prédio abrigava uma oficina de carros. Quando fechou que ia ser ali mesmo, a decisão foi mexer o mínimo possível. Resultado: o clima de "abaixo o mainstream" propagandeado pela marca está reforçado nos buracos do piso desgastado pelo óleo que caiu do motor dos carros consertados ali ao longo dos anos. Uma mesa enorme na lateral com clima de varanda é motivo de orgulho também. Era uma bancada da oficina e é toda detonada.

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