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ONGs finalmente fazem protestos dignos de nota

O Estado de S.Paulo

10 Dezembro 2011 | 03h 06

Pela primeira vez nas duas semanas da COP-17, as ONGs fizeram barulho e tentaram pressionar os ministros a aprovarem um acordo ambicioso. Um dos líderes do protesto foi o sul-africano Kumi Naidoo, diretor executivo do Greenpeace Internacional, que é de Durban. Ele acabou expulso do centro de conferências.

Os manifestantes levavam cartazes, entoavam gritos de guerra, como "selem o acordo", e cantavam. Muitos usavam broches, camisetas e gravatas com a expressão "I Love Kyoto".

A ação lembrou a COP-15, em Copenhague, que teve uma participação muito mais expressiva e sonora das ONGs, que nesta reunião estavam bastante apagadas.

Na opinião de Tim Gore, da Oxfam, "este é um momento crítico nessas negociações e precisamos de uma coalização de ambição para seguir adiante".

Para Sam Smith, do WWF, os países reconheceram uma "chocante" falta de ambição que as negociações produziram até agora. "Vamos esperar que os resultados nos levem mais perto de (limitar o aumento da temperatura do planeta) a 2°C." / A.B.

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