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Operadoras ganham clientes de roaming internacional com tarifa menor

28 de novembro de 2013 | 17h 54
LUCIANA BRUNO - Reuters

Um ano após iniciar ofertas de pacotes mais baratos para roaming internacional, algumas operadoras do país triplicaram o número de clientes que usam o celular em viagens ao exterior, apesar de o segmento permanecer pouco rentável devido à alta incidência de impostos, afirmaram executivos das empresas.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não define teto para tarifas de roaming internacional, que podem chegar a 6 reais por minuto no caso da voz, e 27 reais por megabyte no caso da Internet móvel.

Apesar do aumento das viagens de brasileiros ao exterior nos últimos anos, tarifas proibitivas faziam o serviço ser pouco usado pelos consumidores, que preferiam aplicativos de smartphones em ligações via wifi ou comprar chips no exterior.

Após negociar tarifas com operadoras internacionais em 2012, as empresas passaram a oferecer pacotes diários para dados e voz, que representaram, segundo elas, redução de até 90 por cento dos custos das tarifas de roaming.

Os resultados dessa estratégia começaram a dar frutos, disse à Reuters Gustavo Nóbrega, diretor de interconexão da Telefônica Vivo. O tráfego de roaming internacional aumentou seis vezes em pouco mais de um ano e o número de usuários triplicou, embora a operadora não detalhe os totais.

Na Vivo, o acesso de Internet móvel chegou a custar 13 reais por megabyte na América do Sul e até 27 reais por em outros continentes. Desde 2012, a cobrança é de 29,90 reais por dia, para Américas e Europa, com acesso diário ilimitado.

Em voz, as tarifas que antes variavam de 2 a 3 dólares por minuto, dependendo do continente, passaram a ser unificadas em 1,99 real por minuto para o pós-pago, independente do país, para receber ou fazer chamadas.

Apesar de ainda altas, as tarifas agradaram os clientes devido à maior previsibilidade. "Antes ficava complicado controlar custos", disse Nóbrega.

Citando estudos de mercado, o chefe da assessoria internacional da Anatel, Jeferson Nacif, disse que o roaming internacional cobrado no Brasil é um dos mais caros do mundo devido, principalmente, aos altos impostos, que respondem por cerca de 60 por cento das tarifas.

"Percebemos que substitutos, como os aplicativos, fizeram as operadoras criar planos alternativos", disse Nacif, lembrando que esta é uma tendência mundial.

Segundo ele, a iniciativa ocorre num momento em que operadoras norte-americanas já não cobram tarifa de roaming para mais de 100 países, e a União Europeia estuda eliminar a tarifa entre nações do bloco.

RECEITAS

Apesar de o número de clientes de roaming ter aumentado na Vivo, isso não teve reflexo nas receitas, disse Nóbrega. "O serviço é mais barato. Mas em termos de clientes usando, a gente ainda enxerga potencial de crescimento", disse.

Na Claro, a redução de preço dos pacotes de voz foi de até 90 por cento na comparação com as tarifas de minuto avulso, disse o diretor de serviços de valor agregado e roaming da operadora, Alexandre Olivari.

"Em termos de faturamento, o roaming internacional hoje não é tão relevante no faturamento total da empresa, mas é serviço mandatório, principalmente para clientes corporativos", disse.

A tarifa de roaming da Internet móvel, que antes era 18 reais por megabyte na Claro, passou a 29,90 reais por dia no caso de Américas e Europa. Fora desses continentes, no entanto, o preço chega a 79,90 reais por dia. A TIM cobra 29,90 reais por dia para Américas, Europa e África no caso da voz, mesmo preço para acesso à web nas Américas. O recebimento de chamadas não tem custo adicional.

Na Oi, o número de clientes que usam roaming internacional vem crescendo 20 por cento ao ano, segundo Roberto Guenzburger, diretor de produtos e mobilidade. Nas Américas, um pacote de 30 minutos de voz custa 49,90 reais, sem incluir tarifa de deslocamento internacional nas chamadas recebidas. O pacote de 20 MB de Internet custa 39,90 reais.

Segundo o executivo, as operadoras vem se reunindo com o governo federal para pleitear a redução dos tributos incidentes nas tarifas de roaming.

Sérgio Kern, diretor do SinditeleBrasil, que representa as operadoras, disse que mesmo que haja acréscimo de receitas com a estratégia de pacotes, a margem no serviço de roaming seguirá pequena. "É um problema sério para as empresas", disse.

ACORDOS BILATERAIS

No início de novembro, o governo federal anunciou acordo com o Peru para redução de tarifas de roaming na região de fronteira entre os dois países, a preços de ligação local.

Segundo Nacif, da Anatel, a agência iniciará em breve conversas com as operadoras para operacionalizar o acordo, que inicialmente envolve ligações entre as cidades peruanas de Iñapari e Iberia e a cidade brasileira de Assis Brasil.

"Em vez de definirmos ações muito drásticas, como preço, decidimos ter uma abordagem mais cautelosa, de buscar duas ou três cidades próximas que permitam conexões físicas entre si", disse Nacif, contando que a Anatel negocia acordos semelhantes com outros países do Mercosul. A parceria foi fechada pelas chancelarias dos dois países, sem envolver as operadoras.

Nacif admite que a negociação com as operadoras pode ser difícil, se houver grande necessidade de investimentos, já que o acordo não prevê contrapartida do governo.

"Reduzir o preço para o Mercosul é um objetivo que vamos perseguir", disse Nacif. "Se não conseguirmos com o Mercosul, fecharemos acordos bilaterais com Argentina e Paraguai". (Por Luciana Bruno; edição de Aluísio Alves)




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