Outro lado da Olimpíada aparece com a internet

Faceta menos olímpica dos jogos, como os amores de Phelps e trapalhadas da organização, ‘vaza’ via blogs e redes sociais

Marcus Vinicius Brasil,

25 Agosto 2008 | 00h00

Como toda Olimpíada, os Jogos de Pequim foram palco de superações físicas e quebras de recordes. Mas, em paralelo à competição, não foram apenas as proezas esportivas que movimentaram a internet, mas também fatos curiosos que escaparam às lentes das câmeras televisivas. A web abriu espaço para que blogueiros expressassem de maneira bem humorada o seu descontentamento com as equipes brasileiras e acompanhassem a corrida do Brasil no quadro de medalhas de bronze (leia ao lado). Outros fizeram o mesmo de um jeito não tão amigável, e houve até quem hackeasse o site do Comitê Olímpico Brasileiro para expressar sua indignação. Até o famoso servidor de torrents Pirate Bay ("baía pirata" em inglês) teve seus momentos de exposição durante a Olimpíada ao trocar seu nome para "Beijing Bay". A piada apareceu depois que o Comitê Olímpico Internacional pediu ao governo da Suécia, país de origem dos "piratas", que retirasse o conteúdo ilegal do ar – uma briga que o PirateBay trava com Hollywood e as gravadoras majors há anos. Nem mesmo os atletas mais consagrados escaparam do assédio de blogs e de fãs em redes sociais. A vida pessoal do nadador Michael Phelps foi estampada em publicações na internet, como o blog de Perez Hilton, que divulgaram fotos de supostas pretendentes do atleta. O perfil de Phelps na rede de relacionamentos Facebook passou de 1 milhão e 300 fãs na semana passada, pouco menos que os de Barack Obama, candidato à presidência dos Estados Unidos e dono do perfil mais popular do site. Prova de como não é apenas o espírito olímpico que atrai a curiosidade do público foi o halterofilista húngaro Janos Baranyai, que deslocou o cotovelo durante uma prova. No YouTube, um clipe com fotos em seqüencia do acidente passou das 3 milhões de visitas e se tornou a página mais acessada relacionada ao termo "Beijing 2008". Paulo Castro, diretor geral do Terra – portal que teve exclusividade na transmissão ao vivo da Olimpíada pela internet –, acredita que a web já esteja redesenhando a forma com que acompanhamos esse tipo de evento. Durante os Jogos, cerca de 20 milhões de vídeos foram acessados no portal. No jogo da seleção brasileira de futebol masculino contra a Argentina, mais de 500 usuários participaram de um bate papo promovido pelo Terra paralelamente à transmissão da partida. "Com três canais disponíveis, é claro que vão ser transmitidas somente partidas de futebol e vôlei. Mas pela internet podemos cobrir também outras modalidades que antes não possuíam espaço. É a oportunidade de um fã de esgrima, por exemplo, finalmente poder assistir a um combate em tela cheia, quando quiser, durante a Olimpíada", diz Castro.

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