Ouvir o vácuo

O trabalho na Fábrica de Conservas de Pinhais é majoritariamente feminino e algumas mulheres exercem uma função bastante especializada: como as que conferem se o processo foi bem feito. A tarefa delas é bater uma lata na outra delicadamente e, pelo som, identificar as latas que foram lacradas com ar dentro, o que é um defeito do processo. As latas lacradas com ar produzem um som sutilmente diferente e são descartadas de imediato.

O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2012 | 03h13

A mais antiga funcionária da fábrica tem 82 anos e trabalha ali há 40. Mas a atividade dessas conserveiras corre o risco de desaparecer. "As jovens não estão interessadas em aprender esse tipo de ofício, que está em extinção", lamenta Carolina Soares.

Nos anos 1970 e 1980, Matosinhos abrigava mais de 50 fábricas de conserva artesanal de sardinha. A industrialização acabou com as empresas locais e hoje, além da principal, que é a Fábrica de Conservas de Pinhais, há apenas uma outra, menor.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.