PAC é incentivo à legalização e competitividade do setor

O diretor de Marketing e Vendas da Microsoft Brasil, Luiz Marcelo Marrey Moncau, afirmou nesta segunda-feira, 29, que as medidas de incentivo ao setor de tecnologia que o governo anunciou, como o pacote da MP do Bem e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), demonstram o potencial e a importância da área para o desenvolvimento do País. "O governo brasileiro mostra uma posição pró-ativa e louvável ao incentivar o setor, a competitividade da indústria e a inclusão digital", afirmou, após participar do lançamento mundial do Windows Vista e do Office 2007, na capital paulista. Para o executivo, o PAC é um estímulo à formalização do setor e torna as empresas mais competitivas. "É positivo para nós e para todas as empresas de hardware e software nacionais e internacionais que estão dispostas a pagar impostos, gerar empregos e tornar-se mais competitivas", ressaltou. Segundo ele, a Microsoft já está aproveitando a oportunidade para aumentar sua participação no mercado brasileiro nos próximos anos. A empresa, que tem hoje 450 funcionários no País, entrou no mercado de consoles e celulares e aumentou a oferta de produtos nos últimos doze meses. "Temos um conjunto de fatores positivos que nos incentivam a investir no Brasil", declarou. Ele citou, ainda, o Centro de Desenvolvimento de Soluções de Gestão já existente no País. "Temos áreas em que podemos e queremos continuar a investir. A sinalização do governo brasileiro de apoio ao setor é muito importante em um mundo globalizado onde os investimentos mudam de lugar o tempo todo." Segundo o executivo, apesar das medidas de incentivo, o mercado tecnológico é um dos setores mais taxados do País e sofre com a concorrência internacional e do contrabando. "A legalização advinda da MP do Bem foi muito grande, mas ainda temos um longo caminho a percorrer, pois as desonerações permitiram que o mercado cinza diminuísse sua participação para 50%, o que ainda é um porcentual muito grande", exemplificou. Além disso, de acordo com o executivo, somente 21% dos lares brasileiros possuem PCs, enquanto que nos Estados Unidos este porcentual é de 82%. A perspectiva do mercado tecnológico é vender de 10 a 11 milhões de computadores no País neste ano. No total, 90% deles devem ter cópias de programas da Microsoft "entre legais e ilegais", informou o executivo. "Esperamos que o consumidor brasileiro continue a preferir os nossos produtos", finalizou.

Agencia Estado,

29 Janeiro 2007 | 15h40

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