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País explora números de desmate

O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2011 | 03h 05

O Brasil tentou explorar ao máximo na 17.ª Conferência do Clima da ONU (COP-17), em Durban, o fato de ter reduzido o desmatamento da Amazônia em 11% em um ano e obtido a menor taxa anual dos últimos 24 anos.

O embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, chefe da delegação brasileira, disse, em entrevista com representantes do Basic (Brasil, China, Índia e África do Sul), que os quatro emergentes estão fazendo sua parte e esperam que os outros façam o mesmo. "Estamos fazendo o que prometemos em Copenhague e reafirmamos em Cancún."

Em seguida, ele cobrou recursos dos países desenvolvidos. "A delegação brasileira, junto com os países do Basic e do G77+China (grupo de 130 nações), quer deixar Durban com um Fundo Verde Climático totalmente funcional que não seja uma casca vazia. Tem de estar claro o financiamento para o fundo e haver clareza do cronograma para o futuro, no espírito do compromisso dos países desenvolvidos em Copenhague e em Cancún."

Os países desenvolvidos se comprometeram em 2010 a colocar US$ 100 bilhões até 2020 no Fundo Verde Climático para custear ações de corte de emissões e adaptação às mudanças climáticas pelos países em desenvolvimento. Mas houve pouco avanço. / A.B.

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