Anquidiócese de Aparecida/EFE
Anquidiócese de Aparecida/EFE

Papa Bento XVI anuncia o novo cardeal brasileiro

D. Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, tem 73 anos e poderá votar na escolha de novo papa até os 80

João Carlos de Faria ESPECIAL PARA O ESTADO / TAUBATÉ, O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2010 | 00h00

O arcebispo metropolitano de Aparecida e presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), d. Raymundo Damasceno Assis, teve sua nomeação como cardeal anunciada ontem pelo Papa Bento XVI. Além dele, foram nomeados outros 23 cardeais, em 4 continentes.

"É uma deferência e um reconhecimento à Igreja da América Latina e do Brasil", disse d. Damasceno ao Estado, diretamente de Roma, onde participa do Sínodo para os Bispos do Oriente Médio. "Agradeço ao Santo Padre essa confiança depositada em mim e ao mesmo tempo peço a graça de Deus para que ele me dê o auxílio necessário para cumprir essa missão", continuou.

Outro latino-americano, o equatoriano Raúl Vela Chiriboga, arcebispo de Quito, também foi nomeado cardeal.

A oficialização do título ocorre em 20 de novembro, em Roma, durante o terceiro consistório - reunião do Colégio dos Cardeais -, quando o papa entregará o anel e o barrete cardinalícios.

Os cardeais são como conselheiros do pontífice. Também são os responsáveis pela eleição de um novo papa.

Dos 24 novos cardeais, 20 terão direito a participar da escolha do novo papa. Mas quatro deles têm mais de 80 anos, por isso não podem votar. Com a nomeação de d. Damasceno, o Brasil passa a ter nove cardeais no total e cinco aptos a participar de um conclave.

D. Odilo Scherer e d. Geraldo Majella Agnelo estão à frente das arquidioceses de São Paulo e Salvador, respectivamente. De acordo com a CNBB, os cardeais Paulo Evaristo Arns e Cláudio Hummes (São Paulo), José Freire Falcão (Brasília), Serafim Fernandes de Araújo (Bahia), Eusébio Oscar Scheid e Eugênio de Araújo Sales (Rio) são eméritos, ou seja, não estão à frente de dioceses.

Perfil. D. Damasceno tem 73 anos e foi secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por dois mandatos (1995 a 1998 e 1999 a 2003). Ele deve voltar ao Brasil na próxima semana e continuar a exercer suas funções na Arquidiocese de Aparecida, agora como cardeal arcebispo metropolitano. Foi ordenado padre em Conselheiro Lafaiete (MG), em 19 de março de 1968.

D. Damasceno diz que tem sido questionado por brasileiros com quem se encontra em Roma sobre as eleições no Brasil e o envolvimento da Igreja. Ele afirma que "a Igreja deve orientar e dar elementos para a reflexão, mas não apontar candidatos ou partidos".

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