Para a IDC, 2006 foi o "ano do PC" no Brasil

A empresa de pesquisa do mercado de tecnologia IDC aposta em 2006 como o "ano do PC" no Brasil devido à alta de cerca de 30% nas vendas de computadores pessoais, prevista no País para este ano em relação a 2005. "Em 2005, foi o Natal do DVD, tendo em conta a grande demanda por estes aparelhos. Mas as apostas agora são para que tenhamos neste ano o Natal do PC", informou o analista sênior de PCs e monitores da IDC, Reinaldo Sakis. Ele acrescentou que a expansão do segmento vem sendo facilitada por planos de financiamento de 12 ou 24 vezes. De acordo com dados da IDC, de janeiro a outubro, foram vendidos 4,6 milhões de unidades de computadores de mesa. Em notebooks, que já contam com modelos de cerca de R$ 2 mil e tendência de queda nos preços, foram registradas vendas de 363 mil unidades no mesmo período. A empresa estima que, em 2006, sejam vendidos 7,1 milhões de PCs, alta de 29% sobre 5,5 milhões de unidades em 2005. A expectativa para impressoras é de vendas de 3,2 milhões este ano. Não foram fornecidos dados comparativos para o produto. A queda dos preços e os planos de financiamento também afetam o chamado mercado "cinza" de computadores, que corresponde a máquinas vendidas com algum tipo de ilegalidade, como softwares piratas ou componentes contrabandeados. Segundo a IDC, os consumidores têm preferido comprar PCs de fabricantes oficiais por causa da garantia e assistência técnica. "Enquanto o índice de pirataria no ano passado foi acima de 60 por cento, a estimativa da IDC é de que fechemos 2006 com este índice caindo para cerca de 50%."

Agencia Estado,

18 Dezembro 2006 | 14h03

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