Para pequena e média empresa, ficou mais fácil investir em TI

Por muito tempo, na história da tecnologia da informação, as pequenas e médias empresas ficaram relegadas a um segundo plano pelas produtoras de hardware e software. Só que isso mudou. A tecnologia se tornou um diferencial competitivo essencial para as pequenas e médias, que podem competir em pé de igualdade com empresas maiores (em alguns casos em escala global). Além disso, existe a saturação nas grandes corporações, este fazendo com que este segmento de pequenos e médios negócios, que reúne milhares de companhias e a maior parte dos empregados do País, passou a ser a ´nova terra a ser explorada´. Entre as empresas de tecnologia, este segmento é chamado de SMB, da sigla em inglês Small and Medium Business, alvo de estratégias comerciais segmentadas de fornecedores de todos os portes e tema de uma série de matérias especiais que o portal do Estadão desenvolve nesta semana. Adaptação O movimento rumo ao chamado SMB, claro, não está restrito ao Brasil. No País, assim como acontece em outros lugares do mundo, as pequenas e médias empresas atraem a atenção de fabricantes de equipamentos e desenvolvedores de software, que elaboram produtos específicos para as demandas de empresas menores, com novas estratégias de distribuição e até processos de marketing segmentados. Uma diferença marcante do segmento, em relação às grandes corporações, é a dependência do canal de distribuição. Mesmo entre os grande fornecedores de tecnologia, não há estrutura de atendimento para chegar até as milhares de pequenas companhias espalhadas Brasil afora, o que leva à necessidade de acordos com distribuidores e uma rede de revendedores que darão capilaridade para as marcas, além de atender a demandas de suporte técnico e prestação de serviços. "O momento é bom hoje tanto para quem compra como para quem vende, com empresas entendendo mais a importância da adoção de tecnologias para adquirir vantagens competitivas e companhias dispostas a vender produtos adequados para o segmento SMB", diz Fábio Gaia, diretor comercial da distribuidora Officer. Segundo o executivo, a empresa registrou um crescimento de 30% na operação de distribuição de produtos para o segmento de pequenas e médias no ano passado. "Os canais - distribuidores e revendas - são importantes para o segmento, porque dão conta do alto volume de pequenos contratos, que acabam espantando os grandes integradores", afirma Gaia. Mas o executivo indica que mesmo grandes fornecedores de pacotes empresariais já estão atacando essa camada do mercado, incluindo aí fornecedores de softwares de gestão empresarial (os chamados ERPs), além da principais consultorias na área de tecnologia. "O mercado de pequenas e médias empresas é estratégico para todos os fornecedores da área de tecnologia", finaliza Gaia. Proteção E quem pensa que o consumo de tecnologia no segmento é de apenas micros e softwares básicos está bem enganado. Segundo levantamento realizado pela empresa de pesquisas IDC, estas companhias estão investindo prioritariamente em soluções de segurança, para assegurar a proteção de acervos digitais e estruturas existentes de hardware e software. "Cerca de 45% das 458 empresas que entrevistamos afirmaram que investiriam prioritariamente em segurança em 2006 e 2007", afirma Emerson Gibin, analista sênior da empresa de pesquisas IDC. Segundo ele, o Brasil ainda tem um perfil diferente de outros países da América Latina, como o foco em soluções de comunicação por VoIP, por exemplo, que são a segunda prioridade em investimentos do setor SMB no País, para 30% das empresas. E são empresas que estão investindo mais em tecnologia. Pelo menos 59% delas afirmaram que aumentarão os gastos com TI neste ano na comparação com 2006.

Agencia Estado,

08 Janeiro 2007 | 14h51

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