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Para PM, cinegrafista foi alvo de fogos de artifício

THAISE CONSTANCIO - Agência Estado

07 Fevereiro 2014 | 12h 49

Equipes da 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão, zona norte), e do esquadrão antibombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) fazem perícia, desde as 11h30 desta sexta-feira, 07, no local onde o cinegrafista Santiago Andrade foi atingido com um morteiro na cabeça. A principal linha de investigação é a de que ele tenha sido atingido por fogos de artifício.

O delegado responsável pelo caso, Maurício Luciano de Almeida e Silva, solicitou à Rede Bandeirantes as imagens da câmera que Andrade usava no momento que foi atingido. Silva também pedirá as imagens das câmeras de trânsito da região e de um fotógrafo que disse ter registrado a pessoa que levava o artefato.

A suspeita é que Andrade tenha sido atingido pelas costas, por fogos de artifício. O explosivo estaria a cerca de cinco metros do local onde o cinegrafista filmava o confronto entre policiais e manifestantes. O caso aconteceu na frente da sede da Secretaria de Estado de Segurança, do Comando Militar do Leste e da estação de trens Central do Brasil, no Rio de Janeiro.

Andrade foi atingido na cabeça entre a orelha e a câmera. O cinegrafista fazia a cobertura de um protesto contra o aumento da passagem na cidade do Rio, na noite de quinta-feira, 06. Ele passou por uma neurocirurgia no Hospital Souza Aguiar, no centro, e permanece em estado muito grave. Ele teve afundamento de crânio, perdeu parte da orelha.