Pelo menos 5 milhões estão sem acesso ao YouTube

Em mais um desdobramento do caso Cicarelli, as operadoras Telefônica e Embratel estão prestes a bloquear o acesso ao portal YouTube, em cumprimento a uma decisão do desembargador Ênio Santarelli Zuliani, da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo. Na quarta-feira (3/1), o desembargador concedeu a liminar porque o site não teria atendido decisão anterior do próprio TJ paulista, que determinava que o vídeo de Cicarelli fosse retirado do ar. Só que a medida não surtiu os efeitos desejados. Segundo matéria publicada pelo site Consultor Jurídico, o que está escrito na decisão é diferente do que o desembargador quis dizer. Zuliani, por meio da assessoria de imprensa do TJ, explicou que determinou tão somente o bloqueio do acesso ao vídeo de Cicarelli, e não ao conteúdo de todo o site. Mas, no papel, ele vetou o acesso ao site. E como o que prevalece é a decisão nos autos, a Brasil Telecom e a Telefônica já foram notificadas. A primeira já bloqueou o acesso ao YouTube e a Telefônica, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que está tomando as providências para bloquear o acesso ao site. Com isso, pelo menos 5 milhões de internautas já devem estar sem acesso ao popular portal de vídeos, segundo dados das operadoras. A primeira operadora a atender à decisão foi a Brasil Telecom, que já cumpria a ordem nesta segunda-feira, dia 8. Caiu na rede... Se a idéia do processo era só retirar o vídeo que mostrava a modelo e apresentadora Daniela Cicarelli e seu namorado Tato Malzoni em cenas picantes numa praia espanhola, a medida só contribuiu para causar a antipatia de internautas contra ela, contra a decisão do desembargador Zulliani, e para colocar novamente em evidência o polêmico vídeo. É que não só os internautas brasileiros estão buscando formas de furar o bloqueio, como é possível encontrar inúmeras cópias do vídeo em outros sites que armazenam gratuitamente arquivos de vídeo. "É quase impossível retirar o arquivo definitivamente da Web", explica o advogado Renato Opice Blum, especialista em internet. Segundo ele, qualquer internauta com uma cópia do arquivo pode disponibilizar facilmente o material em outros endereços. De fato, uma busca pelo nome da modelo em serviços como o Google Vídeo, que também hospeda arquivos gratuitamente, levava a cópias da polêmica cena de amor.

Agencia Estado,

09 Janeiro 2007 | 09h56

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