Pequena, potente e apimentada, ela vem da terra de Verdi

O ditado "os melhores perfumes estão nos pequenos frascos" é batido, mas se encaixa com precisão - e a providencial substituição do líquido - na nova leva de rótulos da italiana Birrificio del Ducato. Das seis variedades que chegam nesta semana, a melhor, disparada, é a Verdi, em garrafa de 375 ml.

Roberto Fonseca, O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2010 | 00h40

Ela homenageia o compositor italiano - a microcervejaria fica em Roncole Verdi, terra natal dele. É uma imperial stout com belo aroma e sabor de chocolate e cacau, café e malte torrado, com corpo denso, que não aparenta ter 8,2% de teor alcoólico.

É outro ingrediente, porém, que faz com que ela se destaque: a pimenta. Vai dominando a boca aos poucos, sem exagero, despertando a vontade de dar o próximo gole. A Verdi foi a primeira cerveja italiana premiada no European Beer Star, em 2008. A garrafa custa de R$ 32 (em empórios) a R$ 49 (nos bares).

Os demais rótulos vêm apenas em garrafas de 750 ml. No grupo, há a Winterlude, uma boa tripel de estilo belga, com belas notas cítricas e condimentadas, e a Chimera, belgian dark strong ale com interessante aroma de frutas escuras e banana passa. A A.F.O. (Ale For Obsessed) é do estilo american pale ale, com bom balanço entre as notas de toffee e cítricas e amargor potente. E, ainda, a Sally Brown, uma stout com notas de café, malte torrado e chocolate. O preço, porém, ofusca um pouco a qualidade das cervejas: de R$ 60 a R$ 80 a garrafa.

A Nuova Mattina, saison que leva gengibre, coentro e camomila, não repetiu, na garrafa degustada, a complexidade de sabor da que eu provei na fábrica, em 2009. Mas tinha boas notas condimentadas e de camomila. As cervejas são trazidas pela Tarantino (tel. 3093-0916).

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