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Petrobras prevê reabertura de refinaria no PR em 17 de dezembro

06 de dezembro de 2013 | 21h 47
JEB BLOUNT E SABRINA LORENZI - Reuters

A Petrobras prevê retomar a produção na refinaria REPAR, que responde por mais de 10 por cento da produção de combustíveis do país, no dia 17 de dezembro, segundo informou a estatal à Reuters nesta sexta-feira.

Mais cedo uma fonte da indústria de combustíveis disse que retomada à plena capacidade deve acontecer apenas cinco dias após o reinício das operações.

A Petrobras está trabalhando com os distribuidores de combustíveis do país para assegurar o abastecimento de gasolina, diesel e outros combustíveis que são fornecidos aos clientes da refinaria, particularmente no Sul do país.

A REPAR, fechada após incêndio em 28 de novembro, processa em torno de 200 mil barris de petróleo por dia. Uma fonte da estatal disse à Reuters que o abastecimento será compensado com importações.

Representantes do sindicato que representa os trabalhadores da REPAR estimaram que a refinaria poderá ficar fechada por cerca de um mês.

A produção da REPAR abastece 85 por cento dos mercados de Santa Catarina e Paraná e parte de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Em setembro, cerca de 100 mil barris por dia, ou 42 por cento da produção da REPAR foi de óleo diesel, de acordo com a ANP. A REPAR produziu 54 mil barris de gasolina no mesmo mês.

PETROBRAS BUSCA IMPORTAR

O acidente deverá aumentar a pressão financeira sobre a Petrobras, uma vez que a demanda doméstico por combustíveis ultrapassa a capacidade de suas 13 refinarias no país e as políticas de preços de combustível do governo forçam a companhia a vendê-los internamente com prejuízo.

A política de preços é em grande parte responsável por perdas de cerca de 30 bilhões de reais nas divisões de refino e abastecimento da Petrobras desde o início de 2012. As importações da Petrobras também têm contribuído fortemente para o fraco desempenho da balança comercial brasileira este ano.

A pressão sobre a Petrobras coincide com seu plano para investimentos de 237 bilhões de reais em cinco anos, o maior programa de gastos corporativos do mundo. Com o caixa curto, a dívida da Petrobras disparou.

Em nota, a Petrobras confirmou que a refinaria "encontra-se parada, e os reparos à Unidade de Destilação estão em andamento".

Segundo a Petrobras, apenas 10 por cento da área da Unidade de Destilação encontra-se interditada pelo Ministério Público do Trabalho.

"A ocorrência não impacta o atendimento ao mercado, que está sendo suprido pela Petrobras. A Petrobras vem realizando reuniões de acompanhamento com os distribuidores", acrescentou a companhia.

A Petrobras abriu nesta sexta-feira licitação para compra de 350 mil a 450 mil barris de diesel de ultra baixo teor de enxofre (ULSD, na sigla em inglês) para entrega em um terminal em Saint Eustatius, ilha holandesa no Caribe. A Petrobras adquire combustíveis frequentemente para armazenar no Caribe como uma reserva estratégica, disse um trader.

A Petrobras está buscando permissão para transportar diesel da costa marítima para a refinaria usando um duto que normalmente abastece a REPAR com petróleo bruto, de acordo com uma fonte do setor.

Se a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovar o pedido da estatal, a Petrobras poderá usar o duto que sai de São Francisco do Sul, em Santa Catarina para a REPAR em Araucária, no Paraná.

Isso permitirá que a Petrobras consiga o combustível para seus distribuidores que operam nas regiões atendidas pela refinaria.

O acidente que fechou a REPAR foi causado por um vazamento de tubulação perto do forno na unidade de destilação. A planta também é conhecida como a Refinaria Getúlio Vargas.

A REPAR é a quinta maior refinaria da Petrobras no Brasil. O incêndio, na noite de 28 de novembro, que levou uma hora e meia para ser controlado pelos bombeiros, gerou calor de até 1.600 graus Celsius torcendo metal e fundações de concreto reforçado com aço na unidade. De acordo com a fonte da estatal ouvida pela Reuters, a estrutura de concreto da unidade foi abalada e terá que ser refeita.

Os inspetores do Ministério Público do Trabalho querem que a integridade da fundações de aço e de concreto reforçado com aço e a superestruturas da unidade de destilação danificada sejam avaliadas antes da retomada da operação, disse Enio Soares, um funcionário do escritório regional do Ministério do Trabalho em Curitiba, que assinou a ordem de parada no início desta semana.

Parte da ordem de parada foi suspensa, e há uma chance de que todo o local de trabalho possa ser liberado para reparos no domingo, disse Soares.

(Reportagem adicional Rodrigo Viga Gaier)



Tópicos: ENERGIA, PETROBRAS, REPAR*

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