Petrópolis quer ter sua 'Flip da tecnologia'

Festival de Tecnologia de Petrópolis, que começa hoje, reúne de acadêmicos a empresas e quer se tornar referência

Rodrigo Martins,

04 Agosto 2008 | 00h00

Nesta semana, a cidade serrana de Petrópolis, no Rio de Janeiro, vai se conectar. Acadêmicos, empresas, investidores, estudantes e curiosos em geral vão se reunir no município de 290 mil habitantes para discutir tecnologia nas suas mais amplas formas: de biotecnologia e softwares a robótica e inteligência artificial. O Festival de Tecnologia de Petrópolis (FTP), que rola entre hoje e sábado, é pretensioso. Se Parati, também no Rio, conseguiu se tornar referência nacional em literatura com a Festa Literária Internacional de Parati (Flip), os organizadores querem fazer o mesmo com Petrópolis, só que na área de tecnologia. "Queremos nos tornar a Flip da tecnologia", assume, sem modéstia, a organizadora do evento, Ana Hofmann. Para isso, o festival lança mão da "vocação natural" para tecnologia da cidade. "Há nove anos, uma pesquisa da Federação da Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) entre os municípios do estado apontou Petrópolis como celeiro de tecnologia por conta de sua infraestrutura e mão de obra científica. Desde então, 72 empresas na área já se instalaram na cidade", diz ela. E o FTP, diz, será mais um movimento para consolidar essa vocação da cidade. Durante esta semana, ocorrerão 54 mesas de discussão sobre temas como inclusão das classes C e D na internet, georreferenciamento, segurança, células-tronco, telemedicina, etc. O festival também contará com uma programação cultural que une arte e tecnologia nas áreas de cinema, teatro e música (veja os destaques da programação ao lado). Segundo Ana, essa salada de temas é uma das inovações que o FTP quer trazer. "Queremos um evento que propicie a troca de conhecimento", diz. "Um robô voltado para a saúde também pode servir para um projeto de nanotecnologia. Mas as pessoas de diferentes áreas precisam conversar. Queremos tirá-las de seus casulos." Por conta desse foco, explica, o FTP não terá estandes de patrocinadores nem servirá para empresas fazerem negócios, o que é comum em eventos do tipo. Por outro lado, também será mais fechado que seus similares. "Convidamos 500 participantes que realmente criam e decidem os rumos da tecnologia no País", diz a organizadora. "Entre eles, grandes empresas, investidores e acadêmicos". O FTP até aceitou inscrições para interessados. "Mas colocamos um preço alto (R$ 1.800) para selecionar mesmo." A maioria das discussões poderão ser acompanhadas apenas por esses 500 convidados. Mas também haverá uma programação cultural, gratuita e realizada nos principais pontos turísticos de Petrópolis, com debates e mostras sobre teatro, música e cinema. "Queremos também aproveitar o FTP para desmistificar a tecnologia para as pessoas. Devemos receber cerca de 30 mil estudantes nessa programação." Veja os próximos eventos de tecnologia no Brasil.

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