Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

PF prende vice-presidente da Mendes Júnior e faz buscas na Odebrecht

Ações fazem parte da nova fase da Operação Lava Jato, que investiga esquema de lavagem de dinheiro

Andreza Matais e Fábio Fabrini, Andreza Matais e Fábio Fabrini

14 Novembro 2014 | 10h27

BRASÍLIA - A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira, 14, em Brasília o vice-presidente da construtora Mendes Júnior, Sérgio Cunha Mendes, e fez buscas na sede da empreiteira. Policiais também vasculharam endereços da Odebrecht e de três de seus executivos. Trata-se de Márcio Faria da Silva, Rogério Campos de Araújo e Saulo Vinicius Rocha Silveira.

As ações fazem parte da sétima fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta sexta, que cumprem buscas em 11 grandes empresas. Um ex-diretor da Petrobrás, Renato Duque, também foi preso, no Rio de Janeiro. Os executivos das duas construtoras são suspeitos de pagar propina a dirigentes da estatal em troca de contratos superfaturados em obras da estatal. Parte dos recursos do esquema era direcionada a partidos da base aliada do governo federal, entre eles o PT e o PMDB, segundo o inquérito da PF.

Mais cedo, o Estado informou que a PF também prendeu um diretor da Iesa Óleo e Gás e fez busca e apreensão na sede da Camargo Correa, em São Paulo.

As buscas são feitas também nas residências dos executivos da direção das empreiteiras, entre eles a do vice-presidente da Camargo Correa e de um diretor. São alvo da operação também as construtoras OAS e UTC Constran.

De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos vão responder pelos crimes de organização criminosa, formação de cartel, corrupção, fraude à Lei de Licitações e lavagem de dinheiro.

Lava Jato. A operação foi deflagrada em 17 de março, inicialmente com a prisão de 24 pessoas, entre elas o doleiro Alberto Youssef, sob acusação de ser o articulador do esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões. Três dias depois, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa também foi preso. A polícia suspeitava que contratos da estatal estavam envolvidos no esquema, entre eles o da construção da refinaria Abreu e Lima.

Em abril, 46 investigados na Lava Jato foram indiciados. Em depoimentos à PF e à Justiça Federal no Paraná, onde corre o processo, Costa chegou a afirmar que fazia pagamentos de propina a integrantes de partidos políticos, entre eles PP, PMDB, PT e PSDB.

Segundo a investigação da Polícia Federal, grandes empresas seriam o braço financeiro do esquema de corrupção na estatal.

Mais conteúdo sobre:
Operação Lava Jato Petrobrás

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.