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Pimco vê falta de 'Ordem e Progresso' no Brasil

Reuters

23 Janeiro 2014 | 16h 11

A Pimco, maior gestora de bônus emergentes do mundo, avalia que o clima para investimentos no Brasil foi caracterizado em 2013 por qualquer coisa menos "Ordem e Progresso", numa alusão à mensagem na bandeira nacional.

"O Brasil precisa ancorar a política econômica sob uma rigorosa e crível meta de superávit primário, em vez de executar o mix atual de política fiscal expansionista, empréstimos públicos subsidiados e política monetária cada vez mais apertada", escreveu o co-responsável pela equipe de gestores do portólio de emergentes da Pimco Michael A. Gomez.

Em artigo publicado nesta quinta-feira no site da Pimco, Gomez disse ainda que embora existam ativos atrativos no Brasil, a instauração da "ordem" no mercado financeiro local é incerta a menos que políticas efetivas sejam restauradas.

"Investidores em mercados emergentes devem ser agora cautelosos com o Brasil, especialmente devido ao recente fraco desempenho", disse. Ao mesmo tempo, ele avalia que "os ingredientes para retornos atrativos em renda fixa no Brasil no longo prazo estão dados".

Para o executivo da Pimco, a alocação de recursos para o Brasil deve ser moderada devido à volatilidade vista nos mercados emergentes pela redução dos estímulos do Federal Reserve (banco central norte-americano) à economia dos Estados Unidos e antes da eleição presidencial no Brasil em outubro.

"A régua subiu para que as autoridades brasileiras mostrem progresso em restabelecer um mix de políticas para atrair investimentos, restaurar confiança e entregar um robusto crescimento com inflação moderada. Sem isso, a perspectiva de ordem nos mercados financeiros (e na bolsa) no Brasil são menos garantidas", frisou Gomez.

A íntegra do artigo do executivo da Pimco está disponível em http://link.reuters.com/kup36v