Plano de educação busca melhoria para professores

Das 20 metas propostas no novo Plano Nacional de Educação (PNE), cinco são diretamente voltadas aos professores. Incluem não apenas a melhoria salarial, mas também a garantia de uma melhor formação. A avaliação do governo é que o maior desafio dos próximos anos é a melhoria da qualidade da educação. O que não será feito sem melhorar os professores.

LISANDRA PARAGUASSÚ, Agência Estado

15 Dezembro 2010 | 18h40

Além de levar ao ensino superior os docentes que hoje não tem nem mesmo a formação mínima, o PNE vai adiante: quer que, em 10 anos, pelo menos metade dos professores da educação básica tenha pelo menos uma especialização.

O maior nó dessa questão, no entanto, ainda é a remuneração. Apesar da aprovação do piso salarial do magistério - hoje em R$ 1.024 - os vencimentos dos docentes hoje ainda são cerca de 40% menores do que os salários de outros profissionais com a mesma formação. É, também, a meta mais cara do PNE 2011-2020.

Dos dois pontos percentuais a mais do Produto Interno Bruto (PIB) que o governo pretende que sejam aplicados na educação - passando de 5% do PIB para 7% - 0,8 ponto terá que ser usado apenas para pagar os professores. "Se não for feito esse investimento será muito difícil cumprir essas metas. É preciso formação e remuneração", defendeu o ministro da Educação, Fernando Haddad.

O PNE ainda precisa ser aprovado pelo Congresso. Enviado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deverá levar, em uma visão otimista, pelo menos um ano para ser promulgado. O plano anterior ficou pronto em 1996, mas saiu do Congresso apenas em 2001.

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