Polícia alemã caça 'assassina fantasma' com amostra de DNA

Pista mais recente levou ao retrato falado de um provável cúmplice da assassina.

Marcelo Crescenti, BBC

10 Abril 2008 | 09h20

A busca pela assassina de uma policial levou a polícia alemã a encontrar o DNA de uma mulher que teria cometido outros trinta crimes nos últimos 15 anos sem nunca ter sido pega. A procura da assassina, que está sendo chamada pela imprensa de "Das Phantom" (o fantasma, em alemão), está sendo coordenada por uma equipe de 20 policiais que trabalham noite e dia. Entre os delitos que teriam sido cometidos pela suspeita estão cinco assassinatos e também vários assaltos a mão armada. Os crimes teriam sido cometidos na Alemanha e na Áustria. O brutal assassinato de uma policial na cidade de Heilbronn, no entanto, foi o caso que mais chamou a atenção da mídia. A policial Michele Kiesewetter, de 22 anos, foi morta em abril de 2007 com um tiro na cabeça. Um colega foi baleado e ficou seriamente ferido. Amostras de DNA encontradas durante a investigação coincidiram com o DNA da "assassina fantasma". Em uma entrevista coletiva em Heilbronn, no sul do país, a polícia teve que reconhecer que ainda não tem idéia de quem cometeu o crime, apesar de ter analisado um total de 2400 pistas. Cúmplice Uma nova pista levou a polícia a publicar um retrato falado de um possível cúmplice do "fantasma". Os policiais acharam o DNA da suspeita em uma pedra usada para quebrar a porta de vidro de uma loja. O homem do retrato falado teria participado do assalto com ela. A polícia está recolhendo material genético de 800 mulheres presas no estado alemão de Baden-Württemberg, onde o crime foi cometido, para fazer uma comparação com o DNA da criminosa. "Este é um dos casos mais misteriosos e espetaculares da história da criminalística na Alemanha", disse um porta-voz da polícia em Heilbronn. O colega da policial assassinada que estava ferido voltou ao trabalho, mas não se lembra do momento do crime. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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