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Polícia pedirá prisão do suspeito de matar cinegrafista

MARCELO GOMES - Agência Estado

10 Fevereiro 2014 | 21h 49

A Polícia Civil do Rio informou nesta segunda-feira, 10, que vai pedir até o fim da noite, durante o plantão judiciário, a prisão temporária por 30 dias do suspeito de ter acionado o rojão que atingiu na quinta-feira, 6, o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, cuja morte cerebral foi declarada nesta manhã. O suspeito foi reconhecido por fotografia e em vídeos veiculados pela imprensa pelo tatuador Fábio Raposo, preso no domingo, 9, sob acusação de envolvimento no crime. O reconhecimento foi feito na penitenciária Bandeira Estampa, em Bangu, na zona oeste do Rio, para onde Raposo foi transferido.

"Já tínhamos informações de inteligência sobre o suspeito. Com a ajuda do advogado de Raposo, chegamos à identificação dele. Contudo, ainda precisávamos que Raposo fizesse um reconhecimento do suspeito por foto, o que ocorreu nesta tarde. Temos convicção de que o suspeito é quem acionou o rojão", afirmou o delegado responsável pela investigação, Maurício Luciano de Almeida, da 17.ª DP, em São Cristóvão. Ele disse que só divulgará o nome e a foto do suspeito caso a prisão seja decretada pela Justiça.

Assim como Raposo, o suspeito foi indiciado por homicídio doloso (com intenção de matar) agravado pelo uso de explosivo e pelo crime de explosão. Se condenados, as penas podem chegar a 35 anos de prisão. Ao ser ouvido na cadeia, Raposo disse, segundo o delegado, que o suspeito tem perfil violento: "Além do grande porte físico, ele se envolveria constantemente em brigas durante as manifestações", afirmou o delegado.

"Foi um homicídio intencional. Ao utilizarem o rojão na manifestação, os dois pretendiam atingir as forças policiais. A intenção era ferir ou matar. Infelizmente, o cinegrafista foi colocado na linha de tiro com a deflagração do rojão. Se, durante as investigações, ficar provado que os dois se uniam de forma estável e duradoura para praticar crimes nos protestos, eles também poderão ser indiciados por organização criminosos", acrescentou o delegado.

Ele criticou a legislação atual, que permite a qualquer maior de 18 anos comprar rojões do tipo que vitimou o cinegrafista, conhecido como treme-terra ou rojão de vara. "Este artefato é letal." A polícia já levantou o endereço do suspeito. Em relação à oferta do presidente Dilma Rousseff de colaboração da Polícia Federal na investigação, o delegado disse que não teria problema em aceitar a ajuda, mas ressaltou que a Polícia Civil "cumpriu o seu trabalho".

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