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Polícia tenta cercar assaltantes em Cotiporã (RS)

31 de dezembro de 2012 | 16h 21
ELDER OGLIARI - Agência Estado
A Brigada Militar manteve 80 homens dos Batalhões de Operações Especiais de Porto Alegre e de Passo Fundo vigiando as estradas e cercando uma área de mata na localidade de Morro do Céu, em Cotiporã, nesta segunda-feira. A operação tenta isolar e prender pelo menos dois dos integrantes da quadrilha que aterrorizou o pequeno município de quatro mil habitantes, no nordeste do Rio Grande do Sul, na madrugada deste domingo (30).

O grupo tomou dezenas de moradores como reféns, explodiu e roubou uma fábrica de joias e trocou tiros com uma patrulha policial. Ao final da tarde de domingo, todas as pessoas que haviam sido sequestradas já estavam libertadas. Três dos bandidos morreram e cinco fugiram. Dois policiais ficaram feridos sem gravidade.

O bando surpreendeu a pacata comunidade de Cotiporã pela organização e ousadia. Inicialmente, parte da quadrilha rendeu cerca de 30 pessoas que estavam em um bar, fazendo delas um escudo humano, enquanto a outra parte explodia a fábrica. Depois, na fuga, levou sete pessoas como reféns. Uma patrulha da Brigada Militar interceptou o grupo e, no tiroteio, matou três assaltantes e libertou cinco reféns.

Dos cinco assaltantes remanescentes, dois invadiram a casa de uma família de agricultores e levaram mais sete pessoas como reféns para uma clareira dentro da mata. Durante a tarde de domingo, os bandidos se afastaram e os nove sequestrados conseguiram caminhar até uma estrada, de onde foram levados, mal vestidos, sedentos e esfomeados, para o salão de um Centro de Tradições Gaúchas.

Superada a etapa de salvamento dos reféns, a Brigada Militar partiu para a caçada aos assaltantes. Mesmo desencontradas, as informações colhidas pelos policiais na região indicam que pelo menos dois bandidos permaneceram escondidos na mata, enquanto os demais estão em local incerto.

Para tentar bloquear a fuga, a corporação estudou o terreno montanhoso da região, montou barreiras nas estradas vicinais por onde os sequestradores poderiam fugir e passou o dia patrulhando o entorno da mata. Os fugitivos não foram ainda localizados.




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