1. Usuário
Geral
Assine o Estadão
assine

Polícia tenta elucidar morte de universitário em festa

RENE MOREIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO - Agência Estado

25 Fevereiro 2014 | 21h 05

A morte do estudante Sérgio Gonçalves Lima, de 22 anos, continua sendo um mistério que a Policia Civil de São Carlos (SP) tenta desvendar. Nesta terça-feira, 25, várias testemunhas foram ouvidas na delegacia, incluindo amigos do rapaz e o dono do salão onde aconteceu a festa de formatura em que ele se encontrava no último final de semana. O empresário que depôs nesta tarde apresentou documentos para provar que apenas alugou o salão para uma firma de Bauru (SP) que realizou a formatura. Inclusive, seria dela toda a responsabilidade pela organização do evento e contratação dos seguranças que trabalharam na festa. Eles, porém, ainda não foram ouvidos, assim como os diretores da empresa.

Os amigos do rapaz que estavam na festa confirmaram que Lima teria se desentendido com um casal e que depois disso foi visto em companhia de seguranças, provavelmente, sendo levado para fora do recinto. Porém, nenhum deles disse ter visto o universitário ser agredido ou mesmo saber como ele foi parar na estrada de terra a 300 metros do local. A polícia já descartou que o universitário tenha sido atropelado, como chegou a ser informado por telefone ao número 190 da Polícia Militar. O delegado Gilberto de Aquino diz que os ferimentos no corpo do jovem não são de quem sofreu um acidente, mas sim de quem teria sido espancado. Exames periciais devem colaborar com esta tese, mas ainda não ficaram prontos. Uma testemunha ouvida pela polícia alegou que uma ambulância da festa teria se negado a socorrer o estudante enquanto ele ainda estava vivo. Depois disso, o veículo de socorro do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamado e quando chegou ao local a vítima já se encontrava sem vida.

Suspeita.

Policiais veem como suspeitos os seguranças da festa porque alguns indícios pesam contra eles. O principal foi o fato de dizerem que o jovem não teria participado da formatura, o que posteriormente acabou desmentido. Também chamou atenção o motivo de terem ficado próximos ao corpo durante o socorro - no momento em que deveriam estar dentro do salão trabalhando. Sérgio Lima, que cursava educação física na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), foi achado morto na madrugada de domingo, 23, com traumatismo craniano e hemorragia interna na região lombar dorsal. Pelas marcas que apresentava, o delegado acredita que ele foi espancado com o uso de objetos como cassetetes ou algum tipo de porrete. A empresa que organizou o evento nega qualquer relação entre a festa de formatura e o crime, mas seus diretores ainda prestarão esclarecimentos, assim como os seguranças que atuaram no evento.