Preço do boi segue firme

Com feriados de Natal e Ano Novo, volume de[br]negócios é baixo, mas mercado tem tendência de alta até início de 2009

Tomas Okuda, O Estado de S.Paulo

31 Dezembro 2008 | 03h57

Como era de se esperar, a última semana de 2008 registra baixo volume de negócios por causa do fim de ano. Os preços no mercado físico, no entanto, estão firmes e com tendência de alta até a primeira semana de 2009, pelo menos. A oferta de gado está restrita, com muitos pecuaristas fora do mercado. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), a maior parte dos lotes de confinamento já foi negociada e abatida. A oferta de boi de pasto está atrasada, por causa da falta de chuvas, o que justifica a restrição de gado. Quem ainda tem lotes prontos para venda está à espera de melhores preços. Com isso, o indicador de preço do boi gordo da Esalq vem se recuperando da forte queda desde o início do mês. Na semana de 16 a 23/12, o indicador, à vista, subiu 3,43%. No acumulado desde o início do mês, porém, o índice registra queda de 6,30%. No mercado de reposição, a demanda por bezerros permanece baixa. O pecuarista mostra-se receoso em investir, pois a rentabilidade não tem sido das mais satisfatórias. Mesmo assim, as cotações acompanham a desvalorização do mercado de boi gordo. Em dezembro, até o dia 23, o indicador do bezerro Esalq apresenta queda de 6,50%, a prazo, passando de R$ 694,34 para R$ 647,46. Os frigoríficos estão com escala de abate preenchida para a primeira semana de janeiro, mas têm dificuldade para avançá-la. Conforme o Cepea, de modo geral, a indústria tem operado com escalas parciais, deixando de abater no Natal e Ano Novo. Com isso, as escalas em alguns casos são alongadas, mas o ritmo de abate não é necessariamente intenso.

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