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Presidente da Guiné-Bissau morre em hospital de Paris

Malam Bacai Sanhá sonhava com o fim dos conflitos civis na nação africana

09 de janeiro de 2012 | 13h 53
Reuters

PARIS - O presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, morreu num hospital da França onde estava sendo tratado, segundo comunicado de seu gabinete, divulgado por uma rádio de Paris nesta segunda-feira, 9.

Sanhá abraça o então presidente Luis Inácio Lula da Silva, em foto de agosto de 2010 - Eraldo Peres/AP
Eraldo Peres/AP
Sanhá abraça o então presidente Luis Inácio Lula da Silva, em foto de agosto de 2010

Sanhá tinha problemas de saúde desde que assumiu o poder, em 2009. Ele deixou a Guiné-Bissau em novembro para se tratar no exterior, o que fez emergir o temor de um possível golpe de Estado no país. Situado no oeste da África, a Guiné-Bissau, ex-colônia portuguesa, passou por vários levantes militares.

O Itamaraty emitiu uma nota lamentando a morte do líder. "Neste momento de dor e de perda, o governo brasileiro apresenta suas sinceras condolências à família do presidente e ao governo e povo bissau-guineenses e reitera sua solidariedade e disposição em dar continuidade aos esforços de cooperação em prol da consolidação da paz na Guiné-Bissau".

A Organização das Nações Unidas (ONU) também publicou uma nota em nome de seu secretário-geral, Ban Ki-moon, lamentando a morte e desejando que o país siga um caminho pacífico após a perda do líder. "O secretário-geral confia que o processo de sucessão descrito na constituição da Guiné-Bissau será respeitado", diz o comunicado.

Desde que declarou independência de Portugal, no início da década de 1970, o país africano viveu uma história de instabilidade política e golpes de Estado. A ONU mantém uma missão de paz na nação africana desde 2009 para ajudar a restaurar a ordem.