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Presidente Zuma rejeita nacionalização de minas sul-africanas

10 de fevereiro de 2012 | 10h 49
TIISETSO MOTSOENENG E SHERILEE LAKMIDAS - REUTERS

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, encerrou na sexta-feira mais de dois anos de especulações sobre a nacionalização do importante setor minerador do país, afirmando que o controle e a propriedade estatal das minas não funcionariam.

"Somos muito claros", disse ele respondendo a uma pergunta, num evento matinal transmitido pela TV. "Essa (nacionalização) não é a nossa política. Temos dito isso dentro do país, fora do país. Não pode ser. Nossa política é de economia mista."

Ao longo da semana, dois ministros também rejeitaram a nacionalização do setor minerador, e o partido governista CNA divulgou um estudo alertando que essa medida seria um "desastre não-mitigado".

Mas membros radicais do partido ainda devem insistir na ideia, apresentada inicialmente pelo dirigente juvenil Julius Malema. O debate deve ganhar força nas conferências partidárias de junho e dezembro, mas provavelmente não irá prosperar devido à crescente resistência de pesos-pesados da política local à proposta.

Malema, que foi suspenso do CNA no ano passado por violações disciplinares, disse na sexta-feira em uma reunião da Liga Juvenil que "jamais recuará" da ideia da nacionalização das minas na África do Sul, maior produtor mundial de platina.


Tópicos: AFRICASUL, MINAS*