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Preso trio envolvido no sequestro de advogada em Goiás

MARÍLIA ASSUNÇÃO - Agência Estado

20 Março 2014 | 12h 41

Já estão presos os três rapazes envolvidos no sequestro que culminou com a morte da advogada Camila Pereira Souza Coelho, de 24 anos, durante troca de tiros entre o trio e policiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na segunda-feira, 17. O último foi detido no final da tarde de quarta-feira, 19, em Mineiros, local do crime, no Sudoeste de Goiás.

Policiais militares e da PRF fizeram barreiras e buscas na tentativa de prender Leonardo dos Santos, de 18 anos, o único que permanecia foragido. Mas foi a população que denunciou o jovem, visto caminhando por uma estrada próximo de onde havia escapado da perseguição policial no dia do crime, na madrugada de segunda-feira, 17.

O rapaz é o principal suspeito de ter atirado contra os policiais da PRF, dando início à troca de tiros que vitimou a advogada. Camila estava trancada pelos assaltantes no porta-malas do próprio carro. A origem dos tiros que mataram a advogada ainda é investigada. A principal hipótese é de que ela tenha sido alvejada pelos policiais, já que, na região onde Camila foi rendida, os moradores próximos não ouviram tiros no dia da ocorrência. A Corregedoria da PRF acompanha as investigações.

O delegado que assumiu o caso, Júlio César Vargas, informou que Leonardo não tem passagens pela polícia em Goiás, enquanto os dois que foram presos na segunda, 17, dia do crime - Elias Rodrigues, de 23 anos, e Fabiano Muller Pires, de 21 anos -, têm passagens por uso de drogas. Ferido com um tiro na perna durante a fuga, Elias acabou se entregando. Já Fabiano foi preso no meio do mato, enquanto Leonardo havia sumido.

Segundo Júlio, Leonardo estaria no banco do carona do Corsa Classic da vítima, enquanto Elias dirigia o carro. Os primeiros tiros teriam partido do carona, segundo depoimento dos outros dois presos, prestado em Mineiros.

O delegado salienta, contudo, que, somente após o laudo pericial, a balística e o laudo do exame cadavérico ficarem prontos será possível saber quantos projéteis, e de quais armas, atingiram Camila. Ele disse que contou oito perfurações de bala, mas ainda não é possível concluir quantos tiros atingiram o veículo particular e o carro policial e muito menos de onde partiram. O trio usava uma espingarda cartucheira de alto calibre, uma faca e uma arma menor que ainda não foi encontrada - os policiais rodoviários usavam pistolas ponto 40.

Sequestro

Após consumirem crack e maconha, os assaltantes tinham forçado a vítima a entrar no porta-malas do Corsa durante a madrugada, assim que ela saiu do velório de um tio em um cemitério de Mineiros. A polícia apurou que o objetivo era usar o carro para roubar outro veículo, já encomendado por alguém.

Ao trafegarem com o carro de Camila pela BR-364, em alta velocidade, os assaltantes passaram direto por uma blitz da PRF, montada próximo de um radar, ponto onde os motoristas têm de reduzir a velocidade, facilitando a identificação de suspeitos. A atitude atípica chamou a atenção dos agentes federais que saíram em perseguição.

Os agentes alegaram que os assaltantes atiraram primeiro contra o carro policial e eles então revidaram. Os patrulheiros somente perceberam a vítima no porta-malas quando os assaltantes abandonaram o veículo. Camila ainda estava viva, foi socorrida pela equipe, mas não resistiu, morrendo a caminho do hospital. O delegado disse que a versão dos policiais é coerente com a cena do crime e que, aparentemente, "eles agiram no estrito dever legal e tiveram uma reação justa, desconhecendo a presença da vítima no porta-malas".

Camila havia se formado recentemente em direito, passado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e montado um escritório de advocacia em sociedade com uma prima, em Mineiros. Planejava estudar mais e prestar concurso para ser juíza. O enterro da jovem advogada ocorreu terça-feira, 18, no Cemitério Municipal de Mineiros, sob clima de forte emoção de parentes e amigos. O pai da jovem é delegado de polícia no Tocantins e foi à delegacia de Mineiros em busca de informações para oferecer ajuda na elucidação do caso.

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