Principais inovações já são usadas pela AMD

Segundo a AMD, principal concorrente da Intel, a tecnologia de acesso direto e rápido à memória já é usada em seus processadores há cinco anos. Mesmo a tecnologia gráfica tão propalada pela Intel, sob o codinome Larrabee, pode ser considerada ultrapassada já antes de ser lançada. Há poucas semanas, uma placa gráfica com 25 vezes mais núcleos que a versão mais potente esperada do Larrabee foi lançada pela AMD. Enquanto a Intel evita falar sobre desempenho do Larrabee, a AMD consegue oferecer a performance de um supercomputador em apenas uma placa de vídeo – confira nosso teste da Radeon HD 4850, a placa de entrada da família HD 4800 em http://tinyurl.com/radeon. Questionado sobre as novidades apresentadas no IDF 2008 –Core i7 e o Larrabee –, Roberto Brandão, gerente de tecnologia da AMD no Brasil, foi incisivo: "É difícil comentar um anúncio de um produto que ainda não está no mercado", referindo à previsão de lançamento do Core i7 para o fim do ano e à incógnita quanto à estréia comercial do Larrabee. "Contudo, o que podemos dizer é que o nosso investimento em arquitetura no passado com acesso direto do processador à memória levou a um PC mais balanceado tanto em termos de performance como consumo de energia", completou. Assim como a própria AMD correu atrás do prejuízo, buscando melhorar a dissipação de calor de seus processadores e equipará-la aos resultados apresentados anteriormente pela Intel – o que só foi conquistado no ano passado com a geração de processadores batizada Phenom – agora é a vez da empresa de Santa Clara seguir o caminho trilhado pela concorrente de Sunnyvale. "A Intel ainda está trabalhando no Larrabee e nós achamos isso ótimo. Só mostra que nossa decisão de adquirir a ATI foi muito acertada. Afinal, desenvolver uma placa gráfica do zero é muito complexo: nós aproveitamos um conhecimento de 20 anos", comemorou Brandão. O conceito de computador equilibrado, que pressupõe não o emprego de apenas um processador de último tipo, mas uma combinação equilibrada de componentes mais adequada ao uso principal que se fará da máquina – para jogos ou navegação pela internet, por exemplo – tem implicações ecológicas, já que desaceleram o ciclo de obsolescência dos dispositivos. "O planeta agüenta a lógica de troca da indústria de informática, mas não é necessário fazer isso. Devemos ser mais conscientes", avalia Brandão. Enquanto a Intel exige que os usuários a mudar placa de mãe e memória a cada ciclo de renovação, a AMD aposta na durabilidade de seus produtos. Ao adotar o mesmo soquete de processador nas últimas gerações de seus produtos – com pequenas alterações evolutivas entre si – a empresa, além de preservar o investimento de seus clientes, evita que lixo tecnológico seja gerado. "O segredo é evoluir a tecnologia de forma responsável. Revolucionar por revolucionar, sem compromisso com o usuário, é ruim", completa.

Jocelyn Auricchio e Juliana Rocha,

25 Agosto 2008 | 00h00

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