Produção de cachaça de Paraty é tema de exposição no Pitanga

O fotógrafo Masao Goto Filho teve uma dessas ideias que surgem de repente. Foi uma vez, de passagem pela cidade de Paraty, bebericando uma das cachaças que fazem a fama do lugar. "Nunca entendi por que a gente não encontra essas pingas em São Paulo, ou mesmo no Rio de Janeiro", conta. Produto de exportação, a cachaça de Paraty tem uma história que se confunde com a de seus moradores, e faz parte das aulas de história sobre o plantio de cana na região. A pinga era bebida de escravo até meados do século 18, quando fazendeiros, vivendo o final do ciclo canavieiro, investiram na fabricação do destilado: calcula-se que, em 1799, dos 253 alambiques que havia no Rio de Janeiro, 155 funcionavam em Paraty. Incrível como, mesmo intermitente, a produção da cachaça marcou a cidade - e hoje, nomes como Maria Izabel são reverenciados pelos apreciadores de aguardente. Veja também: Receita de frango com pequi e cachaça Receita de rosquinhas de cachaça Pois Masao resolveu registrar essa história em filme fotográfico. Convenceu o amigo Peninha, do restaurante Pitanga, a exibir ali as imagens que registram o corte da cana, a moedura, o sumo que escorre nos tubos do alambique. A exposição Cachaça de Paraty - No Pitanga Tem abre no próximo dia 18. E, para dar sabor à história que será contada nas paredes do Pitanga, Peninha vai servir alguns tipos de pinga da região. "Quem quiser comprar uma garrafa, pode. É até acabar o estoque", diz ele, que também preparou duas receitas com pinga, a serem servidas aos sábados, até o final do mês. Pitanga: R. Original, 162, tel. 3816-2914

13 Agosto 2009 | 12h18

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