Projeto prevê educação sexual no ensino público em SP

A votação está prevista para o início do próximo ano legislativo, mas experiência já está em teste

AE, Agência Estado

16 Dezembro 2008 | 09h30

Um projeto de lei que tramita na Assembléia Legislativa de São Paulo pretende fazer com que as campanhas de prevenção à gravidez na adolescência passem a freqüentar as escolas públicas. A votação está prevista para o início do próximo ano legislativo, mas experiência parecida já adotada na escola estadual Carlos Augusto Villalva, zona sul da capital, traz bons resultados. Depois que "contracepção no currículo" foi implantada na unidade, os casos de gestação precoce caíram em 80%. "Fechamos o ano com quatro casos meninas grávidas, em um universo de 2.100 alunos, todos do ensino médio", afirma a diretora do Villalva, Regina Burkhart. "Há 6 anos, antes da implantação da rotina de programas , a média anual de gestação era 24 casos." A receita que funcionou na escola foi criada pela professora de biologia Silvia Cirino. Durante todo o ano, são oferecidas palestras e dinâmicas sobre os métodos contraceptivos na sala de aula. "Percebemos que os alunos ficam mais confortáveis para tirar dúvidas com professores do que com os pais. Em casa, a dúvida é como um atestado de culpa", diz Silvia que, além de ensinar com um pepino ou cenoura como colocar o preservativo, também apóia a distribuição de camisinhas na escola. A distribuição de camisinha é uma das estratégias do Programa Nacional de DST/Aids, realizada em 10 mil escolas do País. Segundo a Secretaria de Educação, há dois anos, a Unesco fez pesquisa em 135 colégios participantes e revelou que 90% dos estudantes e 63% dos pais aprovam a entrega dos preservativos. As informações são do Jornal da Tarde.

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