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Propriedade já tem 55% de mata

Em Amparo (SP), o agricultor Guaraci Diniz quer transformar 30 hectares em floresta produtiva

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Tânia Rabello ,
O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2007 | 03h58

Quando, em 1985, o produtor Guaraci Diniz assumiu o sítio da família, em Amparo (SP), quase não havia mata nos 30 hectares da propriedade. Duas décadas depois, o cenário é outro. Quem chega ao sítio nota algo totalmente diferente de uma propriedade agrícola convencional. A primeira impressão é a de que Diniz ''''planta'''' mata nativa. O que não deixa de ser verdade. Só que desta mesma mata ele tira o sustento de sua família. ''''Além de recuperar e garantir a diversidade ecológica e a manutenção do ecossistema e água em abundância.'''' Diniz replanta a mata para dela colher frutas, grãos, sementes, plantas medicinais e outros produtos. Com frutas como maracujá, mamão, jabuticaba, carambola e manga, produz geléias, vendidas para escolas que visitam regularmente a propriedade. A banana é transformada em passas. Além disso, colhe plantas medicinais e corantes naturais, além de milho, feijão, abóbora, mandioca, pequi, uvaia e vários outros produtos. ''''Um dos princípios básicos da agrofloresta é o da luz'''', explica. ''''É como ocorre numa floresta: quando uma árvore cai, abre uma clareira que dá oportunidade para várias sementes germinarem e, com isso, eternizar a mata'''', continua. ''''Na agrofloresta, o homem interfere com as podas, aumentando a incidência de luz em alguns pontos da mata e permitindo o surgimento das plantas que interessam.'''' Diniz conta que, dos 30 hectares, 55% já estão recobertos com florestas. ''''A idéia é ter 90% da área com floresta, ou agrofloresta'''', continua Diniz. ''''Dos 10% restantes, 5% têm um solo muito ruim e 5% são áreas de benfeitorias.'''' ''''As atividades geram o mínimo impacto'''', diz. Sua propriedade é objeto de estudo do Laboratório de Engenharia Ecológica e Informática Aplicada da Unicamp, em Campinas. Em 2004, a Unicamp pesquisou todos os processos feitos na propriedade e calculou o índice de 60% de sustentabilidade e 0,4 de impacto ambiental, numa escala de um a dez.

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