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Protestos contra o presidente se agravam no Senegal

01 de fevereiro de 2012 | 19h 06
JOE PENNEY - REUTERS

Forças senegalesas usaram gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral para dispersar centenas de jovens que atiravam pedras durante um protesto nesta quarta-feira em Dacar, a capital, onde um estudante foi morto durante uma manifestação na véspera.

Os confrontos ocorrem num momento em que o presidente Abdoulaye Wade enfrenta forte pressão internacional para desistir de disputar um terceiro mandato na eleição do dia 26. A oposição diz que ele está violando regras que estabelecem um limite de dois mandatos.

Jovens pedindo a renúncia de Wade incendiaram um ônibus numa das principais ruas da cidade e apedrejaram a tropa de choque, que reagiu com bombas de gás e efeito moral, e expulsou os ativistas de um campus universitário, segundo uma testemunha da Reuters.

Na terça-feira, um estudante morreu atropelado por um caminhão durante um tumulto ocorrido em meio a uma manifestação com milhares de pessoas em uma praça.

Na segunda-feira, o Conselho Constitucional (principal órgão judiciário do país) decidiu que Wade, de 85 anos, poderá disputar um terceiro mandato.

O presidente argumenta que seu primeiro mandato (2000-2007) não deve ser levado em conta, já que a limitação ao número de mandatos só foi incluída na Constituição em 2001. Os cinco juízes do Conselho Constitucional -todos indicados por Wade- concordaram com essa tese.

Quatro pessoas -incluindo um policial- morreram desde o início dos atuais protestos contra o presidente, na sexta-feira. A Anistia Internacional pediu moderação às forças senegalesas.

(Reportagem adicional de Diadie Ba, em Dacar; e de John Irish, em Paris)