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PSDB confirma Aécio candidato à Presidência e bate na tecla da mudança

EDUARDO SIMÕES E BRUNO FEDEROWSKI - REUTERS

14 Junho 2014 | 16h 53

Mudança foi o tema principal da convenção nacional do PSDB, que oficializou Aécio Neves como candidato do partido à Presidência da República, fazendo eco no desejo demonstrado pela maioria da população nas pesquisas eleitorais.

Em clima de apoteose, o partido também buscou resgatar o legado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e mencionou várias vezes o avô de Aécio, o também ex-presidente Tancredo Neves.

"Aceito hoje a convocação do meu partido e dos partidos aliados. Sou candidato à Presidência da República, para mudar o Brasil, para transformar a vida dos brasileiros. O Brasil merece mais!", disse o tucano.

"Não estamos aqui para construir o projeto de um partido político", acrescentou. "Estamos aqui para dizer um basta definitivo àqueles que se apropriaram do Estado nacional e iniciarmos no Brasil um novo e generoso ciclo, onde haja educação de qualidade, saúde digna e segurança na porta das famílias brasileiras."

Ao lado de Fernando Henrique, governadores, de presidentes de partidos aliados e do ex-governador de São Paulo José Serra, tido como rival interno no ninho tucano, Aécio contrariou a estratégia de candidatos tucanos em outras disputas presidenciais ao buscar resgatar a herança do governo FHC.

"No governo, o PSDB preocupou-se de fato em governar para as pessoas", disse. "Nos últimos anos, com velocidade surpreendente, o legado bendito que a gestão do PSDB deixou para o país está se esvaindo, se esgotando", acrescentou, dizendo que o povo brasileiro tem se sentido "traído" pelo PT.

Outras lideranças tucanas que discursaram, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, apontaram na mesma direção.

"O Brasil mudou com Fernando Henrique Cardoso, com uma agenda de mudanças duradouras, perenes; o maior programa de distribuição de renda do país, que foi acabar com a inflação, a estabilidade da moeda e os programas sociais", disse.

Com os slogans "Aécio, a gente quer você" e "Muda Brasil", os tucanos concentraram suas baterias no desejo da população por mudança, que tem aparecido em pesquisas de opinião recentemente.

"A cada dia que passa, por cada Estado e região pelo qual ando, eu percebo que não há apenas mais uma brisa, mas uma ventania por mudança, um tsunami que vai varrer do governo federal aqueles que lá não têm se mostrado dignos e capazes de atender às demandas da população brasileira", disse, referindo-se ao PT, que comanda o governo federal há quase 12 anos.

Esse sentimento, no entanto, não tem se refletido em um majoritário aos candidatos de oposição, e a estratégia do PSDB foi justamente a de buscar cristalizar Aécio como o candidato capaz de capitalizar esse desejo.

A oficialização do nome de Aécio, com 447 votos dos 451 delegados, aconteceu diante de uma plateia de cerca de 5 mil pessoas, segundo estimativas da direção partidária.

O encontro serviu ainda para selar coligações com DEM, SDD (Solidariedade), PMN, PEN, PSL, PTC, PTdoB e PTN. A convenção, no entanto, ainda não definiu o nome do vice de Aécio na chapa nacional.

Lideranças do partido afirmam que a sigla usará o prazo de até 30 de junho para tomar a decisão sobre o candidato a vice-presidente na chapa de Aécio.

Dizem ainda que aproveitarão esse período para discutir o assunto com partidos aliados, ao mesmo tempo em que buscam selar novas alianças, especialmente com legendas da base aliada da presidente Dilma Rousseff que estariam descontentes.

Entre os nomes cotados para comporem como vice de Aécio estão o ex-governador Tasso Jereissati e o senador Aloyisio Nunes Ferreira, ambos do PSDB.

Presidente do DEM, o senador José Agripino Maia (RN) destacou que, como presidente, Aécio será capaz de "rasgar a própria carne" para fazer o que for necessário para o Brasil, e destacou que, se eleito, o tucano terá um início de governo difícil por conta da herança deixada por Dilma.

Aécio já disse que não hesitará em adotar "medidas impopulares" se eleito. A frase deu combustível à presidente Dilma Rousseff, que tem insinuado que um governo tucano promoveria o arrocho salarial.

"TOTALMENTE UNIDOS"

A Convenção Nacional tucana serviu também para os líderes do partido tentarem passar uma imagem de união, depois que nas últimas três eleições presidenciais a campanha do candidato do PSDB sofreu com divisões internas.

"O partido está totalmente unido e unido com seus companheiros de outros partidos, que entenderam que chega", disse Fernando Henrique no seu discurso, no qual defendeu que o Brasil "clama por um líder jovem", como Aécio, de 54 anos.

Nessa estratégia de mostrar um partido coeso, a presença de Serra no palanque e discursando era fundamental.

Em 2002, Serra impôs seu nome como candidato, contrariando o ex-governador do Ceará Tasso Jereissati. Quatro anos depois viu Alckmin se estabelecer como candidato adotando uma estratégia que impediu sua postulação e, em 2010, agiu para eliminar as chances de Aécio ser o presidenciável do partido.

Serra concentrou seu discurso em críticas ao PT, mas guardou espaço para elogiar Aécio e afirmar que o "espírito de mudança converge" para a candidatura do mineiro ao Palácio do Planalto.

Os tucanos também comemoraram o resultado da pesquisa Sensus, divulgado neste sábado, que mostrou aumento nas intenções de voto de Aécio.

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