PT deve evitar disputa judicial sobre candidatura de Garibaldi

O PT não deve recorrer à Justiça para impedir que o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), busque a reeleição, sinalizou na segunda-feira a líder do partido na Casa, senadora Ideli Salvatti (SC). A parlamentar revelou que o partido ainda não tomou uma decisão final sobre o assunto e evitou descartar uma eventual batalha judicial, mas ponderou que a legenda deve priorizar o clima de entendimento entre os senadores. Para Ideli, tal disputa prejudicaria a imagem da Casa. "O mais importante é termos um clima de conciliação no Senado", afirmou Ideli a jornalistas depois de participar de um evento no Palácio do Planalto. "Não queremos colocar o Senado sub judice mais uma vez." A líder do PT comemorou as declarações de senadores do DEM segundo as quais a candidatura de Garibaldi é ilegal. A legislação veta a reeleição de presidentes da Câmara e do Senado na mesma legislatura, mas o peemedebista alega que tem direito a permanecer no cargo porque seu mandato é tampão devido à renúncia do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). "A candidatura do senador Tião Viana à presidência do Senado é irreversível e se consolida", destacou Ideli. Perguntada se a candidatura do correligionário seria enfraquecida por uma decisão do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) de disputar a vaga, a senadora desconversou. "Temos tido reiterados pronunciamentos do senador Sarney de que não será candidato." O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a campanha de Viana depois que Sarney declarou que não pretendia voltar a presidir o Senado. FUNDO SOBERANO A senadora também criticou a intenção da oposição de questionar no Supremo Tribunal Federal (STF) a legalidade da medida provisória que garante os recursos do fundo soberano. Antes de entrar em recesso, o Congresso aprovou a criação do mecanismo, mas não o seu financiamento. O Executivo editou então uma MP para garantir os recursos. Segundo a governista, o mecanismo, que pode ser usado em políticas anticiclícas, é importante para combater os efeitos da crise financeira global. "Não acredito que o STF dê guarida, até em face da situação econômica internacional." (Reportagem de Fernando Exman)

REUTERS

29 Dezembro 2008 | 15h42

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