Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Puro reduto etílico

Em vez de menu degustação, degustação etílica: no Casa Café, bebidas regionais como canjinjin e cravinho dividem espaço com outros 300 rótulos (50 só de cachaça). Para acompanhamento, que tal uma boa leitura?

Júnior Milério, O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2014 | 02h14

O mixologista Marco De La Roche, depois de 12 anos de experiência criando cartas de drinques para bares e restaurantes no Drink.Lab, agora inaugura seu primeiro bar.

O Casa Café começa a funcionar segunda-feira, em Pinheiros. De La Roche não pretende competir com a gastronomia dos restaurantes do bairro: quer que o número 25 da Rua Mourato Coelho se firme como um reduto etílico.

Mais de 250 rótulos de bebidas estão dispostos nas prateleiras do bar, além de 50 variedades só de cachaça. A carta de drinques é dividida nas categorias Bares Amigos, do Brasil, da Casa, Clássicos e drinques com Cerveja. "Quero resgatar drinques nacionais e mostrar a coquetelaria atual do Brasil", diz De La Roche.

Dos bares amigos veio o santa cruz julep (R$ 23), do Meza Bar, no Rio de Janeiro. Feito com uísque, hortelã, limão e xarope de camomila, à base de chá da erva, o drinque é servido com bastante gelo, numa caneca de metal.

De acordo com pesquisas do dono da casa, a primeira menção à cachaça documentada foi feita em 1584. E, por isso, a data inspira o nome do clássico brasileiro no Casa Café: a caipirinha 1584 (R$ 18). A bebida leva cachaça, limão-taiti, mel e um intrigante alho assado. "Ele estimula o olfato e por isso está no drinque, mas quem quiser pode misturar com a bebida ou mastigar", sugere. E ele ressalta que, ali, a caipirinha não terá firulas, apenas cachaça e limão.

Em vez de menu degustação de comida, como fazem os restaurantes, o Casa Café oferece uma degustação etílica. Com preços entre R$ 70 e R$ 120, escolhe-se a bebida, que pode ser gim, rum, uísque, vodca, entre outras categorias, com direito a cinco doses, em cinco versões.

Na seção bebidas regionais do Brasil, que não inclui cachaça, há da licorosa canjinjin, típica do Mato Grosso, à base de aguardente, mel, gengibre, cravo, canela e outros ingredientes, e até a cravinho, bebida regional de Salvador.

A carta de cervejas tem espaço para a brasileira Saison à Trois, da 2Cabeças (R$ 24), e estrangeiras como a escocesa Brewdog Punk IPA (R$ 23)e a americana Brooklyn Brown Ale (R$ 18). Já os vinhos têm carta enxuta. Entre brancos, espumantes e tintos, são cerca de 14 rótulos no total.

A comida tem seu espaço no cardápio, com almoço executivo com quatro pratos fixos, além do prato do dia, e preços entre R$ 22 e R$ 28.

Acepipes como o tentador bolinho de chuva (R$ 6,80 a porção) e outros podem ser consumidos também no piso superior, acompanhados da leitura de um dos 400 livros do acervo pessoal de De La Roche disponibilizados para o público.

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