Quadrilha invade shopping de SP e rouba joalherias
Dois seguranças foram baleados durante ação do grupo que roubou duas joalherias
Em mais uma ação registrada em um shopping center de São Paulo, homens armados com pistolas semiautomáticas invadiram no sábado, 7, o Santana Parque Shopping, na zona norte da cidade, e roubaram duas joalherias localizadas no piso térreo. Houve troca de tiros e dois seguranças foram baleados. Um deles foi atingido na cabeça e estaria supostamente morto. O outro foi atingido na mão.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou no início da tarde deste domingo que a morte do segurança baleado na cabeça ainda não foi confirmada.
A assessoria de imprensa do Shopping Parque Santana, Zona Norte de São Paulo, corrigiu a informação de que o tiroteio que ocorreu na noite de ontem teria sido iniciado por um policial à paisana, cliente de uma das joalherias assaltadas.
Análise das imagens das câmeras de segurança do shopping revelou que o policial só disparou depois que um dos seguranças havia sido atingido, informou a assessoria.
As câmeras de vigilância do shopping registraram a ação e as imagens foram entregues à policia, informou a assessoria do shopping. Foram roubadas peças de mostruário e os lojistas não sabem precisar o montante.
As lojas do Shopping Santana funcionam normalmente neste domingo, das 12h às 21horas. Segundo a assessoria, o efetivo de segurança foi reforçado ontem por causa do Dia dos Pais.
A cabeleireira Luciana Garcia, de 35 anos, fazia compras no local com as filhas, de 8 e 16 anos. Segundo ela, como era véspera do Dia dos Pais e as lojas funcionariam até as 23 horas, o shopping ainda estava lotado. "Acabei de entrar em uma loja e já estavam atirando. Tinha muito tiro, muita gente gritando. Corri com as minhas filhas para me esconder e só saí meia hora depois com escolta da polícia", relatou. "Mães com bebês de colo deixaram os carrinhos para trás e saíram correndo."
Testemunhas contam que as sessões de cinema foram interrompidas por volta da meia-noite e os espectadores abandonaram as salas pelas saídas de emergência, onde receberam vouchers (vales) como reembolso. O pedagogo Marcos Borges Pereira da Silva, de 43 anos, já tinha saído do cinema e estava com a família na praça de alimentação quando o tiroteio começou. "Corri para dentro de uma loja que baixou as portas", conta. Várias pessoas fizeram o mesmo.
À 1 hora, assim como a cabeleireira Luciana e outros clientes, Silva estava na porta do shopping aguardando para retirar o carro, liberado 15 minutos depois. Seguranças acompanharam as pessoas que tinham comprovantes de estacionamento para que entrassem por uma porta lateral e a estadia não foi cobrada.
Atualizada às 17h10
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