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Quadrilha invade shopping de SP e rouba joalherias

Dois seguranças foram baleados durante ação do grupo que roubou duas joalherias

08 de agosto de 2010 | 8h 25
DAMARIS GIULIANA - Agência Estado

Em mais uma ação registrada em um shopping center de São Paulo, homens armados com pistolas semiautomáticas invadiram no sábado, 7, o Santana Parque Shopping, na zona norte da cidade, e roubaram duas joalherias localizadas no piso térreo. Houve troca de tiros e dois seguranças foram baleados. Um deles foi atingido na cabeça e estaria supostamente morto. O outro foi atingido na mão.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou no início da tarde deste domingo que a morte do segurança baleado na cabeça ainda não foi confirmada.

A assessoria de imprensa do Shopping Parque Santana, Zona Norte de São Paulo, corrigiu a informação de que o tiroteio que ocorreu na noite de ontem teria sido iniciado por um policial à paisana, cliente de uma das joalherias assaltadas.

Análise das imagens das câmeras de segurança do shopping revelou que o policial só disparou depois que um dos seguranças havia sido atingido, informou a assessoria.

As câmeras de vigilância do shopping registraram a ação e as imagens foram entregues à policia, informou a assessoria do shopping. Foram roubadas peças de mostruário e os lojistas não sabem precisar o montante.

As lojas do Shopping Santana funcionam normalmente neste domingo, das 12h às 21horas. Segundo a assessoria, o efetivo de segurança foi reforçado ontem por causa do Dia dos Pais.


A cabeleireira Luciana Garcia, de 35 anos, fazia compras no local com as filhas, de 8 e 16 anos. Segundo ela, como era véspera do Dia dos Pais e as lojas funcionariam até as 23 horas, o shopping ainda estava lotado. "Acabei de entrar em uma loja e já estavam atirando. Tinha muito tiro, muita gente gritando. Corri com as minhas filhas para me esconder e só saí meia hora depois com escolta da polícia", relatou. "Mães com bebês de colo deixaram os carrinhos para trás e saíram correndo."

Testemunhas contam que as sessões de cinema foram interrompidas por volta da meia-noite e os espectadores abandonaram as salas pelas saídas de emergência, onde receberam vouchers (vales) como reembolso. O pedagogo Marcos Borges Pereira da Silva, de 43 anos, já tinha saído do cinema e estava com a família na praça de alimentação quando o tiroteio começou. "Corri para dentro de uma loja que baixou as portas", conta. Várias pessoas fizeram o mesmo.

À 1 hora, assim como a cabeleireira Luciana e outros clientes, Silva estava na porta do shopping aguardando para retirar o carro, liberado 15 minutos depois. Seguranças acompanharam as pessoas que tinham comprovantes de estacionamento para que entrassem por uma porta lateral e a estadia não foi cobrada.

Atualizada às 17h10