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Quando bola rolar, povo vai apoiar o Mundial, diz Blatter

REUTERS

05 Junho 2014 | 18h 50

A uma semana da partida de abertura, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse nesta quinta-feira confiar no apoio do povo brasileiro à Copa do Mundo quando os jogos começarem, em meio a manifestações populares contra o torneio.

“Estamos trabalhando com o governo para fazer a melhor Copa da história, mas precisamos do apoio do povo brasileiro. Isso é muito importante e tenho certeza que quando começar, todo o país estará apoiando o futebol”, afirmou Blatter a jornalistas em São Paulo, após reunião do comitê organizador do Mundial.

O dirigente lembrou que quando o Brasil ganhou o direito de receber o Mundial, em 2007, houve grande festa em Copacabana, no Rio de Janeiro, mas que “algo deve ter mudado desde então”.

“Não é possível agradar a todos, em todos os países do mundo há gente que está insatisfeita. A felicidade geral é impossível... (mas) o futebol conecta as pessoas”, disse o presidente da Fifa.

As declarações de Blatter reforçam a preocupação dos organizadores da Copa com os protestos, que começaram no Brasil em 2013, durante a Copa das Confederações.

As manifestações de junho passado chegaram a levar 1 milhão de pessoas às ruas em um só dia e muitas delas ocorreram perto dos estádios que recebiam jogos do torneio, onde foram registrados confrontos com a polícia.

Desde então, os protestos contra os custos da Copa e por melhorias nos serviços públicos diminuíram em número de pessoas, mas são constantes nas principais cidades do país.

Na quarta-feira, um movimento de sem-teto fechou uma das principais avenidas da zona leste de São Paulo e se dirigiu até a Arena Corinthians, sede da abertura do Mundial no próximo dia 12, com a partida entre Brasil e Croácia.

No que pode ser mais um agravante para o primeiro jogo do Mundial, a capital paulista vive nesta quinta-feira uma greve no metrô, principal meio de transporte para chegar ao estádio de abertura.

Autoridades da Fifa, no entanto, preferiram não comentar os problemas de mobilidade. Questionado sobre o assunto, o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, passou a pergunta para o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

O ministro disse que o governo federal, junto com Estados e municípios, realizou “planos operacionais” para cada área do Mundial, sem especificar o que poderá ser feito em caso de greve nos dias de jogos.

(Reportagem de Tatiana Ramil)