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Jornal do Carro
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Quando trocar as juntas do motor

Viviane Biondo - O Estado de S. Paulo

21 Setembro 2009 | 09h 35

Para cabeçote, cárter e tampa de válvulas, peças evitam mistura de líquidos que podem danificar o propulsor

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Os motores de veículos têm várias partes interligadas e, em cada uma, podem circular gases, combustível, lubrificantes e líquidos de refrigeração. Uma das funções das juntas, que unem esses componentes, é garantir que os fluidos não se misturem, o que comprometeria o funcionamento do propulsor.

 

PROBLEMASSuperaquecimento é principal causa de falha na junta do cabeçote. Acima, peça queimada

 

As principais juntas são para cabeçote, tampa de válvulas e cárter. O primeiro tipo, por vedar os cilindros e o cabeçote, onde ocorre a combustão, tem de suportar temperaturas e pressão altas. Já as juntas para cárter e tampa de válvulas vedam as peças nas quais circula óleo.

 

"A junta para cabeçote é como um disjuntor de um prédio, que cai para mostrar que há problemas na parte elétrica e evitar mais prejuízos", explica o engenheiro da fabricante Brasmeck, Wanderley Kawate.

 

De acordo com o analista técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil), Felício Félix, dificilmente a junta para cabeçote apresenta desgaste. "As falhas mais comuns são causadas por superaquecimento no motor, decorrente do mau funcionamento do radiador ou do vazamento do líquido de arrefecimento."

 

Os dispositivos responsáveis pela troca de calor do motor com o ambiente precisam estar sempre com a quantidade de fluido recomendada pela fabricante do veículo. "Se não houver atenção com a manutenção preventiva, o propulsor fica comprometido", diz Kawate.

 

Celmo Griffo, da Retífica Anastácio (3831-6272), na zona oeste, diz que é comum a alta temperatura do ambiente intensificar problemas de superaquecimento do motor. "Principalmente nas Marginais, atendo carros dos quais já sai fumaça."

 

Sílvio Cândido, proprietário da Peghasus (2231-1929), na zona norte, afirma que o motorista precisa ficar atento ao marcador de temperatura do motor. Se ele indicar alta é preciso parar o veículo imediatamente. "Assim evita-se a queima das juntas. Em casos extremos, o propulsor pode até fundir."

 

Orlando dos Santos, da JotaCar (2705-9920), na zona leste, alerta: "Pode haver deformação no cabeçote em decorrência do aquecimento."

 

PREÇOS

Na Peghasus, a troca de aditivos parte de R$ 55. A substituição de junta do cabeçote de um Chevrolet Astra 2.0 custa R$ 800. Na Jota Car, a peça para tampa de válvulas de um VW Gol começa em R$ 40 e a do cárter, em R$ 60.

 

Lá se cobram R$ 200 pela troca das juntas de cabeçote do Gol. Na Anastácio, recuperar o motor de um Toyota Corolla parte de R$ 4.300.

 

FIQUE ATENTO

Fatores externos

Combustível ruim compromete a eficiência das juntas;

 

Sumiço de líquidos

Níveis baixos de água e óleo podem sinalizar vazamentos;

 

Superaquecimento

Motor com temperatura muito alta indica que há problemas;

 

Falta de aditivo na água do radiador

Se isso acontecer, propulsor pode sofrer superaquecimento;

 

Conserto

Se houver falha no sistema, é preciso checar todas as peças.