Queijos para as massas

Há 7 anos, na primeira edição do Paladar Cozinha do Brasil, falar de queijo brasileiro como um produto gastronômico era inimaginável. Claro que já existiam os tradicionais canastra, serrano, colonial, coalho. Mas eles raramente atravessavam as fronteiras de seus Estados - e, quando o faziam, era sempre ilegalmente - e poucos eram os restaurantes que os tinham em seus cardápios, ou os chefs de cozinha que os usavam em receitas, ou mesmo os consumidores que já haviam provado.

O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2014 | 02h08

Em 2014, a coisa mudou de figura: queijos que vêm dos vários cantos do País já fazem parte do repertório de vários cozinheiros que se apresentaram no evento do Paladar.

A começar por Ana Soares, do Mesa III, que deu aula com Fernando Oliveira, d'A Queijaria, ensinando a fazer massas artesanais com sabores brasileiros e pareando com queijos que ele garimpou pelo País. Teve requeijão da Ilha de Marajó, queijo de Araxá, outro feito com leite de cabra Arupiara, da Paraíba, e, do interior de São Paulo, o Castanho - também usado por Daniel Redondo, chef do Maní, para fazer um creme com aspargos brancos e jamón ibérico.

Trabalhando com queijos comercializados por Bruno Cabral, da Mestre-Queijeiro,Manu Buffara, de Curitiba, e Pablo Pavón, do Soeta, de Vitória, usaram canastras bem curados em suas receitas. Queijo brasileiro na cozinha é caminho sem volta.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.