Quem ama, degusta

Quem ama, degusta

Na visita ao Castello di Ama, o colunista de Glupt! provou 30 safras

Luiz Horta,

09 Maio 2012 | 18h47

Foi um exagero. Verticais dos grandes vinhos de Pallanti: os de vinhedos únicos, os clássicos Castello di Ama, provas de barrica da safra 2011 e, em primeira mão, o Haiku, o supertoscano, mais toscano que super, como ele concebeu. Mais o Al Poggio, seu branco, Vin Santo e uma grappa de consumo próprio. O que mais marcou foi entrar na sala subterrânea de degustação, onde ficam os microdesenhos do artista búlgaro Nedko Solakov, que ele considera afrescos, para provar os Bellavistas, do inicial, com 30 anos de idade, de 1982, primeiro vinho feito pelo enólogo na propriedade, ao último, 2011, ainda não engarrafado. Uma taquicardia ver as garrafas de rótulos gastados. O 82? Supimpa, sereno, delicado, equilibrado, sublime. Marco meio se desculpava por sua inexperiência de então. O que é isso, Marco Pallanti? Você já era mestre desde o primeiro vinho. 

Vinho de quinta-feira. Com todo o momento Chianti Classico que vivi, o vinho da semana tinha de ser um dos produzidos pelos Pallanti. No caso, escolhi o ótimo Castello di Ama 2007 (R$ 185, Mistral, tel. 3372-3400), que está pronto para beber. Foi um dos mais equilibrados entre todos os que bebi, soberbo, a expressão da Sangiovese com tratamento tão elegante que é gostoso de consumir puro. Mas acompanha grelhados e massas com igual alegria. Grande vinho. 

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